Procuradores agora querem criar manual de “boas práticas” em delação premiada

Após o escândalo da JBS e a acusação de que o amigo pessoal de Sergio Moro, Carlos Zucolotto, teria cobrado propina para intermediar um acordo com os procuradores de Curitiba, surgiu uma ideia no...

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Após o escândalo da JBS e a acusação de que o amigo pessoal de Sergio Moro, Carlos Zucolotto, teria cobrado propina para intermediar um acordo com os procuradores de Curitiba, surgiu uma ideia no MPF de estabelecer diretrizes para “nortear os acordos de delação e leniência”

Por Jornal GGN

O escândalo da delação da JBS agora é usado por procuradores da República como argumento para transformar em permanente uma comissão criada em 2016 para editar uma espécie de manual de “boas práticas” em delação premiada.

O caso JBS escancarou que procuradores da República podem ter cometido irregularidadades nas fases iniciais de negociação com o empresário Joesley Batista e outros. Há suspeita de que os delatores foram orientados a gravar inúmeras conversas, inclusive contra Michel Temer.

Embora seja o mais falado na imprensa atualmente, este não é o único caso envolvendo as obscuridades nos acordos de delações premiadas da Lava Jato.

Com pouco destaque, a Folha de S. Paulo foi o primeiro jornal a revelar que Rodrigo Tacla Duran, um réu da Lava Jato foragido na Espanha, acusa o amigo pessoal de Sergio Moro, Carlos Zucolotto, de cobrar propina para intermediar um acordo com os procuradores de Curitiba.

Segundo reportagem da Folha deste domingo (24), a ideia do Ministério Público Federal é estabelecer diretrizes para “nortear os acordos de delação e leniência”, principalmente. Um dos objetivos é determinar de um “número mínimo de procuradores liderando as tratativas e o prazo em que devem ocorrer. Registros das etapas do acordo devem ser exigidos para evitar possíveis irregularidades.”

“A ideia é que o juiz do caso possa pedir para checar as atas das reuniões e saber como foi o andamento das negociações”, acrescentou a Folha.

“A medida tem a intenção de garantir, por exemplo, que procuradores não sejam suspeitos de orientar possíveis colaboradores antes das tratativas serem oficializadas”, asseverou.

Entre os integrantes da equipe estão os procuradores da Lava Jato em Curitiba Carlos Fernando dos Santos Lima, atuante em processos contra Lula.



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