Depois de duas tentativas, Câmara começa a analisar nova denúncia contra Temer

Sessão foi aberta às 11h35, após registrarem 51 deputados presentes no Congresso, sendo que apenas 14 estavam, de fato, no plenário. Da Redação Depois...

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Sessão foi aberta às 11h35, após registrarem 51 deputados presentes no Congresso, sendo que apenas 14 estavam, de fato, no plenário.

Da Redação

Depois de terem esvaziado a sessão por duas vezes, os deputados resolveram, nesta terça-feira (26), iniciar as discussões da segunda denúncia contra Michel Temer, por organização criminosa e obstrução à Justiça. O documento apresentado pela Procuradoria-Geral da República também envolve os atuais ministros e braços-direitos do presidente, Eliseu Padilha da Casa Civil e Moreira Franco da Secretaria de Governo.

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Esta sessão foi aberta às 11h35, após registrarem 51 deputados presentes no Congresso, sendo que apenas 14 estavam, de fato, no plenário. Nos primeiros 34 minutos, que precedem a leitura da denúncia, deputados de oposição e alguns governistas que ainda apoiam Temer revezaram o tempo na tribuna da Câmara.

“Temos a expectativa de que a tramitação deste projeto nesta Casa não se dê como na primeira denúncia, com a troca de deputados da Comissão de Constituição e Justiça, com a pressão da base do governo para que os deputados votassem contra o prosseguimento da denúncia e, principalmente, uma ação espúria do governo na pressão dos parlamentares, liberando recursos e cargos, encaminhando projetos que beneficiam parcela desses deputados”, denunciou o deputado Valmir Prascidelli (PT-SP).

Já diante de 47 parlamentares, às 12h09, a deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), segunda secretária da Câmara, começou a ler a denúncia. A estimativa é que a sessão se estenda por pelo menos seis horas para que conclua a leitura de todas as 245 páginas do relatório. A primeira denúncia, que o governo conseguiu barrar, levou duas horas e 45 minutos para ser lida.

Esta foi a terceira tentativa de dar início ao processo na Câmara. Na última sexta-feira (22) e na segunda-feira (25), a leitura foi cancelada por falta de quórum, uma vez que havia menos de 51 deputados na Câmara, o número mínimo para abrir a sessão.

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Beto Barata/ PR



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