MBL quer destruir PSDB por dentro e líder do movimento chama Huck de “lixo”

Repórter da revista Piauí teve acesso a mensagens de um grupo de Whatsapp composto por membros do MBL e empresários que estariam financiando o “movimento”. Conversas revelam estratégias para tirar Doria do PSDB e...

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Repórter da revista Piauí teve acesso a mensagens de um grupo de Whatsapp composto por membros do MBL e empresários que estariam financiando o “movimento”. Conversas revelam estratégias para tirar Doria do PSDB e elegê-lo e 2018 ao mesmo tempo que mostram como o grupo quer afundar o antigo tucanato, que eles consideram “de esquerda”

Por Redação

O repórter Bruno Abbud, da revista Piauí, teve acesso a mensagens de um grupo de Whatsapp recente de membros do MBL e empresários. No grupo “MBL – Mercado”, lideranças como Kim Kataguiri, Alexandre Santos e Fernando Holiday conversam com empresários sobre política, planos para 2018 e, claro, grana para o movimento.

Esses empresários, que de acordo com a reportagem são do Banco Safra, XP Investimentos e Merrill Lynch, estariam financiando o MBL para levar suas pautas às discussões públicas e aos encontros a portas fechadas com políticos.

Nas conversas, líderes do movimento que capitaneou manifestações pelo impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff mostram que têm como objetivo afundar o PSDB e os antigos tucanos e, ao mesmo tempo, tirar as novas lideranças do partido e aproximá-las ao movimento que se diz liberal. O prefeito de São Paulo, João Doria, é o quadro preferido dos jovens direitistas do MBL, enquanto figuras como Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin seriam, para eles, da ala “de esquerda” do PSDB. Estes eles querem “afundar”.

“A ideia é deixar todo esse povo podre afundando com o psdb e trazer a galera mais Jovem e liberal pro mbl”, disse Kim Kataguiri, principal liderança do MBL, em agosto.

No chat, os jovens cobram as doações dos empresários e dialogam sobre nomes e estratégias para 2018. Em uma das trocas de conversas, nem mesmo Luciano Huck, já alçado como possível candidato à presidência em 2018, é poupado: “Ele é piada. Huck é lixo. Politicamente correto, desarmamentista, ambientalista de boutique, intervencionista”, disse Renan Santos, outro líder do MBL.

Um outro ponto que chama a atenção no diálogo é quando citam as alianças que devem fazer para eleger um candidato em 2018 – uma estratégia nada simplista para jovens direitistas de vinte e tantos anos.

“Com ou sem psdb. A aliança q pode lhe eleger está no pmdb dem evangélicos agro e mbl. Nosso trabalho será o de unir essa turma num projeto comum (…) Espero, de coração, q a tese q a gente defende (aliança entre setores modernos da economia + agro + evangelicos) seja aplicada. É a melhor forma de termos um pacto politico de centro-direita, q dialoga com o campo e com a classe C”, disse Renan Santos.

De acordo com a reportagem, pelo o que se pode calcular das doações de empresários que eram publicadas no grupo, o MBL arrecadou, em duas semanas, mais de R$50 mil.

Confira detalhes lendo a íntegra da matéria na Piauí.

Abaixo, selecionamos alguns trechos de destaque nos diálogos.

“A ideia é deixar todo esse povo podre afundando com o psdb e trazer a galera mais Jovem e liberal pro mbl”

“Com os do PSDB temos preconceito, conceito e pós-conceito. São pilantras.”

“Não bastava a gente tirar o PT do poder, estamos destruindo o PSDB ali, essa ala de esquerda tá desesperada, estamos pegando os melhores nomes deles e, ou eles vão sair, ou eles acabam fortalecendo e tomam partido e tiram essa esquerda aí. Mas a esquerda do PSDB tá desesperada, e não para de vir novas lideranças do PSDB pro time. Doideira. Bom dia, aí.”

“Huck é lixo. Politicamente correto, desarmamentista, ambientalista de boutique, intervencionista.”

“Com ou sem psdb. A aliança q pode lhe eleger está no pmdb dem evangélicos agro e mbl. Nosso trabalho será o de unir essa turma num projeto comum.”

“Muito obrigado pelas milhas, pessoal! Vou sentir saudade das garrafinhas de água e dos biscoitos cream cracker do busão”

 



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