Estreia em São Paulo o espetáculo “Senta: Sobre ser um Ser Humano”, de Nelson Baskerville

Muito do contexto político social atual foi absorvido e explicitado de forma subjetiva no espetáculo, que pretende uma reflexão sobre o mundo atual pós-grande crise financeira mundial Da Redação...

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Muito do contexto político social atual foi absorvido e explicitado de forma subjetiva no espetáculo, que pretende uma reflexão sobre o mundo atual pós-grande crise financeira mundial

Da Redação

Estreia no próximo sábado (7), em São Paulo, o espetáculo “Senta: Sobre ser um Ser Humano”, de Nelson Baskerville, na Companhia do Feijão.

Muito do contexto político social atual foi absorvido e explicitado de forma subjetiva no espetáculo, que pretende uma reflexão sobre o mundo atual pós-grande crise financeira mundial e suas consequências nos âmbitos externos e internos. O capitalismo, a igreja, o desemprego, o genocídio indígena e a morte – tudo costurado pela encenação do diretor.

A temporada será de 7 de outubro a 29 de outubro.

Sextas e sábados às 21h, domingos às 19h – exceto o primeiro final de semana que não haverá apresentação na sexta-feira.

O conhecido diretor Nelson Baskerville venceu o Prêmio Shell 2010 de melhor direção pelo espetáculo “Luis Antonio-Gabriela”.

Nelson Baskerville em Senta {Sobre ser um Ser Humano}

Senta {Sobre Ser um Ser Humano} teve seus trabalhos iniciados em agosto de 2015. Por se tratar de um processo colaborativo de pesquisa em que a dramaturgia foi inicialmente levantada pelo elenco e finalmente costurada e assinada por Nelson Baskerville, muito do contexto político social atual foi absorvido e explicitado de forma subjetiva no espetáculo.

Assim a montagem do espetáculo ocorreu a partir desse processo colaborativo de mais de oito meses, entre a direção e os atores, no qual Baskerville inicialmente apontou referências literárias, cinematográficas e plásticas.

Entre as referências estéticas e teóricas para a montagem estão o poeta peruano César Vallejo, o dramaturgo americano Tennessee Williams, a dramaturga brasileira Monalisa Vasconcelos, a poetisa portuguesa Sofia de Mello Breyner Andresen e a banda de rock Radiohead. Utiliza-se também de fortíssima inspiração no teatro épico de Brecht, culminando numa criação única, caleidoscópica e complexa.

O fio condutor do espetáculo é a história de um homem (Kalle, O Capitalista) que ateia fogo em sua própria loja para receber o dinheiro do seguro e tentar assim, escapar da crise financeira e familiar que o assola depois que o filho taxista enlouquece por, segundo o pai, fazer poesias. O espetáculo se pretende uma reflexão sobre o mundo atual pós-grande crise financeira mundial e suas consequências nos âmbitos externos e internos. O capitalismo, a igreja, o desemprego, o genocídio indígena e a morte – tudo costurado pela encenação do diretor.

Baskerville escolhe muito precisamente seus alvos e mantém a dialética em sua construção, seja na relação entre texto e imagem, seja nas provocações lançadas sem resposta.

E, principalmente, mesmo em sua estrutura absolutamente épica, aproxima o público daquele retrato pessimista e esperançoso que afirma, lembrando que são parte disso tudo, que “ninguém pediu desculpas”. Nenhum de nós é isento, nenhum de nós está alheio, nenhum de nós é uma ilha. Outra mensagem que finaliza o espetáculo é “não servirei”. Se a referência é bíblica (a frase é atribuída a Lúcifer, rejeitando a obediência divina), dentro do espetáculo ela se redimensiona e dá apenas uma certeza: a este inimigo, não servirei; se não potencializamos o simbólico, fiquemos com a poesia.

FICHA TÉCNICA:

Adaptação e Direção Geral: Nelson Baskerville

Assistência de Direção: Rebecca Catalani

Elenco: Anna Talebi, Bia Souza, Fernando Vilela, Henrique Caponero, Inês Soares Martins, Julia Caterina, Jussara Rahal, Mário Panza, Priscilla Alpha, Rafael Baloni, Thaís Junqueira, Thiago Neves, Tiago Ramos, Victoria Reis.

Preparação Corporal/Coreografias: Joana Mattei Preparação Musical Zema Tamatchan

Música/Trilha Sonora: Zema Tamatchan, Nelson Baskerville e Rebecca Catalani

Produção: Seu Viana Cia de Teatro.

Cenário: Thaís Junqueira

Cenotécnicos: Henrique Caponero e Mateus Fiorentino

Figurino: Thaís Junqueira sob orientação de Marichilene Artisevskis;

Iluminação/Operação de Luz: Lui Seixas

Programação Visual Rafael Monzillo

 

SERVIÇO:

Companhia do Feijão: Rua Dr. Teodoro Baima, 98 – República, São Paulo – SP

Capacidade: 70 lugares

De 07/10/2017 a 29/10/2017

Sextas e Sábados às 21h.

Domingos 19h Ingressos:

R$40,00 Inteira

R$20,00 Meia

Pagamento Cartões e dinheiro

Classificação: 16 anos



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