Dallagnol não descarta convite para carreira política

O fim da Lava Jato, que já foi anunciado por procuradores, vai render novos quadros na política. Em entrevista, Deltan Dallagnol, o procurador do Power Point, não descartou essa possibilidade Por Jornal GGN...

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O fim da Lava Jato, que já foi anunciado por procuradores, vai render novos quadros na política. Em entrevista, Deltan Dallagnol, o procurador do Power Point, não descartou essa possibilidade

Por Jornal GGN

O fim próximo da Lava Jato já foi anunciado pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima e pelo juiz Sergio Moro em entrevistas e eventos públicos. Mas Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de Curitiba, diz que está focado na operação, embora não descarte convites para ser candidato a um cargo público ou trabalhar no setor privado. Foi o que ele afirmou à CBN na manhã desta sexta (6).

Quando questionado sobre planos eleitorais para 2018, Dallagnol respondeu: “É natural que exista especulação quando o nome de alguém tem visibilidade, pois essa pessoa passa a ter potencial político. Hoje não tenho planos ou pretensões políticas, estou focando na Lava Jato. Não descarto, no futuro, qualquer carreira no setor público ou privado onde possa servir melhor a sociedade, mas hoje o foco é na Lava Jato.”

Dallagnol ainda chamou de fake news as notícias de que vai se filiar à Rede de Marina Silva ou a outro partido novo. “Eu nunca tive oportunidade de conversar com Marina sobre candidatura ou filiação”, disse. Com o senador Álvaro Dias, o procurador só trocou mensagens sobre projeto que limita direitos do foro privilegiado.

Na entrevista, Dallagnol ainda disse que pensaria com mais atenção em convites para ser professor, pesquisador na área de combate à corrupção ou para atuar em tribunais internacionais penais.

O procurador também aproveitou o espaço para sair em defesa de Sergio Moro. Na semana passada, o juiz de Curitiba foi acusado por Eduardo Cunha de usar a Lava Jato para dissolver a classe política.

Para Dallagnol, “é uma acusação ridícula” que “cria cortina de fumaça sobre o que verdadeiramente importa”, que são as acusações que não foram rebatidas por Cunha ou seus parceiros, como Michel Temer.

Dallagnol não foi questionado nem citou nada sobre Lula durante a entrevista.



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