Temer perdeu a dignidade do cargo, dispara procurador da Lava Jato

Nesta semana, o presidente atacou o MPF fazendo insinuações nas redes sociais. Da Redação “Grave”, foi assim que o procurador regional da República da...

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Nesta semana, o presidente atacou o MPF fazendo insinuações nas redes sociais.

Da Redação

“Grave”, foi assim que o procurador regional da República da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, Carlos Fernando dos Santos Lima, classificou a afirmação de Michel Temer, sobre o Ministério Público Federal. Na última terça-feira (3), o presidente usou as redes sociais para atacar o MPF, insinuando que seria uma associação criminosa.

“Acho que ele (Temer) perdeu a visão da dignidade que o cargo exige dele. Eu já perdi a calma com as colocações dele, já disse que foi leviano anteriormente”, respondeu o procurador, em entrevista ao blog de Fausto Macedo do Estadão.

“A defesa dele só fez xingar. Isso é uma acusação muito grave, é um absurdo. Não tem pé nem cabeça”, disparou. “A única obrigação do Ministério Público é fazer. E a única defesa que o Ministério Público tem é quando faz. O pior perigo de um Ministério Público é quando ele não faz. Porque o não fazer é muito mais danoso ao interesse público. Porque (quando faz) é o Judiciário quem vai decidir. Mas quando ele não faz, ninguém pode o obrigar a fazer”, explanou. Sobre o ex-PGR, Lima falou: “O que o Rodrigo Janot fez foi a obrigação dele”.

Em sua postagem, Temer diz: “Precisamos lidar com mais uma denúncia inepta e sem sentido, proposta por uma associação criminosa que quis parar o País”. Na quarta-feira (4), outro procurador, Deltan Dallagnol, respondeu ao presidente: “Só há uma associação criminosa que quis parar o país”.

Manifestação indevida

Carlos Fernando dos Santos Lima é alvo de uma reclamação da defesa de Lula no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por manifestação indevida. O procurador afirma que cumpre a lei e que fala em defesa da instituição.

Durante a entrevista, defendeu que procuradores podem ser manifestar contra quem “rouba a democracia”. Também criticou a criação do fundo público para financiamento de campanhas eleitorais, aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados.

*com informações do Brasil 247 e Blog do Fausto Macedo, no Estadão.
Fotos: Beto Barata/PR e Otavio Conci



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