MBL ataca Caetano Veloso e diz que fala em nome do “Brasil de verdade”

Em vídeo, Caetano disse: “O negócio do MBL, sinceramente, só gente idiota acredita que aquilo é pra valer”. Bastou para o grupo dar mais um de seus chiliques. Veja aqui

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Em vídeo, Caetano disse: “O negócio do MBL, sinceramente, só gente idiota acredita que aquilo é pra valer”. Bastou para o grupo dar mais um de seus chiliques. Veja aqui

Da Redação

O grupo fascista Movimento Brasil Livre (MBL) voltou o seu miado de gatinho de apartamento para um grupo de artistas que gravou vídeo neste final de semana contra a censura nas artes, especialmente o cantor Caetano Veloso.

Em um dos vídeos, que faz parte de uma campanha contra a censura chamada 342 Artes, o cantor baiano aparece ao lado do curador do MAM, Gaudêncio Fidélis, e faz crítica irônica ao grupelho: “O negócio do MBL, sinceramente, só gente idiota acredita que aquilo é pra valer”, diz o cantor.

A crítica bastou para que o MBL lançasse um chilique online em forma de nota, onde chama o grupo de artistas de “ligado à agenda de esquerda” e liderado pelo “intocável” Caetano Veloso. Logo mais adiante, as cajazeiras da nova direita dizem que os artistas estão “lutando desavergonhadamente pela sexualização das crianças, destruição da instituição familiar e pela doutrinação política em salas de aula”.

A cereja do bolo da nota fica para o seu encerramento, quando o grupelho diz falar em nome da “Dona Regina”, ou seja, “o Brasil de verdade, que vocês tanto desprezam, mas que agora bate à sua porta. E esse Brasil não quer calar ninguém. Ele é pacífico, ordeiro e democrático. Ele exige, apenas, que seja respeitado”, encerra. Leia na íntegra abaixo.

Campanha 342 Artes

Vários vídeos já foram postados na internet contra a censura. Para assisti-los, siga a hashtag #342Artes.

Em um deles, aparecem calados e indignados contra o cancelamento da exposição “Queermuseu” pelo Santander Cultural, em Porto Alegre, e a polêmica envolvendo a performance “La bête”, no MAM de São Paulo, entre outros, Caetano Veloso, Marisa Monte, Cissa Guimarães, Adriana Varejão, Zezé Polessa, Antonio Calloni, Vik Muniz, Marcos Caruso, Alinne Moraes, Ernesto Neto e Luiz Zerbini.

Em outros vídeos podemos ver ainda depoimentos de Fernanda Montenegro e Fernanda Torres.

Nota Oficial – MBL

Nesse final de semana, um grupo de artistas intimamente ligado à agenda da esquerda recebeu de braços abertos o curador da mostra “Queermuseu”, Gaudêncio Fidelis, e sentenciou: “não permitiremos que a censura prospere”. Seu líder, o intocável compositor Caetano Veloso, apontou o MBL como mal a ser combatido; sua ex-esposa Paula Lavigne prometeu enxurrada de processos sobre o movimento e políticos que se opuseram à naturalização da pedofilia. Guerra foi declarada.

A virulência e perplexidade dos bardos da esquerda brasileira é sintoma de um choque de realidade que não estavam preparados para enfrentar. Protegidos e mimados em sua redoma de fama e bajulação, achavam que o Brasil haveria de ser um gigantesco Video-Show, onde sorrisos compulsivos e discursos coloridos seriam repetidos sem contestação.

Supunham que todas as Donas Reginas haveriam de ser, apenas, categoria superada; que o Brasil haveria de se render a todos os seus Leblons e Vilas Madalenas, que o país era o palco onde eles brilhariam impunemente! Artistas que são, vivem de aplausos. E verbas públicas, claro.

Nesse sentido, é compreensível que reajam de forma agressiva e ameaçadora. Perderam Brasília no ano passado. Quando tentaram aliciar crianças para seu levante contra a “Pec do Fim do mundo”, foram desmascarados pelo MBL. Quando combateram reformas em nome da perpetuação da desigualdade, foram refutados e derrotados pelo mesmo grupo.

Fora do poder e ridicularizados no debate econômico, encontram-se acuados em suas tradicionais cidadelas: as universidades, as escolas, as redações e as leis de incentivo cultural. De lá, tentam orquestrar uma patética reação, lutando desavergonhadamente pela sexualização das crianças, destruição da instituição familiar e pela doutrinação política em salas de aula.

Que saibam porém, que o MBL não está sozinho. Somos apenas um dentre milhões que ousam desafiar tais vacas sagradas que, distantes da realidade, pretendem usar nosso dinheiro para nos difamar, nossa voz para nos calar, nossa luta para nos render. Falharão miseravelmente. O novo Brasil que se levanta vai privatizar suas universidades para investir em educação básica; terá escola sem partido para lutar contra a doutrinação sem limites; terá a internet para combater a imprensa que tem lado; e dará fim aos abusos representados pela Lei Rouanet e outros meios de transferência de dinheiro dos mais pobres para os mais chiques, bonitos e bem conectados.

Nós venceremos esta luta.

E venceremos pois não é o MBL que vocês combatem. É a Dona Regina. É o Seu João. A dona Maria. É o Brasil de verdade, que vocês tanto desprezam, mas que agora bate à sua porta. E esse Brasil não quer calar ninguém. Ele é pacífico, ordeiro e democrático. Ele exige, apenas, que seja respeitado.

Tratem de se acostumar com isso.

Foto: Reprodução Vídeo



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