Mulher é morta pelo ex-marido ao final de culto evangélico no PR

O homem já tinha registro de comportamento violento e acabou assassinando a ex-mulher com golpes de faca.

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O homem já tinha registro de comportamento violento e acabou assassinando a ex-mulher com golpes de faca.

Da Redação*

Um caso de feminicídio ocorreu dentro de uma igreja evangélica em Cianorte. no Paraná. Uma mulher foi morta pelo ex-marido ao final de um culto. Geni de Souza Soares Wurmeister, de 40 anos, já havia relatado atitudes violentas da parte dele na delegacia da cidade. Logo depois de cometer o crime, o ex-marido conseguiu fugir, mas foi encontrado e preso. A Delegacia da Mulher, em Cianorte, investiga o caso. Ele foi autuado por feminicídio e pode pegar até 30 anos de prisão, de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Paraná.

Os bombeiros disponibilizaram uma ambulância, assim como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a vítima morreu no local. Geni sofreu golpes com uma faca pequena por volta das 21h30. Um parente revelou que o ex-marido costumava ser violento. Uma briga recente entre eles teria ocorrido por causa da compra de um computador. Além disso, o casal se separou há cerca de 20 dias. Ele não aceitava o fim do relacionamento.

“Eles tinham brigas e brigas. Há 20 dias mais ou menos ele quebrou fogão, mesa, geladeira. A casa ficou um estrago. Daí a polícia veio, e ela registrou boletim de ocorrência e pediu para ficar 300 metros longe dele. Mas ele ficou ligando, e ela começou a atender e a se encontrar com ele. A Geni não queria o relacionamento e ele pegou raiva. O pastor de uma igreja pequena cedeu o espaço para ele dormir lá, e ela foi levar uma marmita para ele quando soube que ele tinha fome e, então, assistiram ao culto” disse, destacando que Geni continuou a conversar com o agressor, assim como a arcar com o pagamento das prestações de um carro. “Acho que ela estava sob ameaças”, ressaltou o parente.

Ainda segundo o familiar, a família dela já temia por sua segurança e de seus filhos, um menino de 11 anos que morava com o pai, e uma adolescente de 17 anos, que morava com a vítima “porque não queria deixá-la sozinha”. Ela contou que “nenhuma igreja era boa para ele” e que “teve participação em briga por onde passasse. Ela gritou: ‘Para, Leo, para! Sangue de Jesus tem poder’, mas ele não parava. As pessoas vieram ajudar, mas ela morreu na hora. O pessoal da igreja é tudo testemunha”, acrescentou.

Quando o parente de Geni chegou à igreja, a polícia já estava no local. O parente disse que ela foi a terceira mulher do suspeito do assassinato. “Peço a Deus que a justiça seja feita. Como eu não posso fazer Justiça própria, tenho que deixar para Deus. Não tenho palavras, estou aqui tremendo. Ela é uma pessoa trabalhadeira, guerreira, uma ótima funcionária, ótima pessoa”, afirmou.

*Com informações do Extra

Foto: Reprodução/Whatsapp

 



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