UNE processa Lollapalooza por suspeita de burlar lei da meia entrada

Organizadores do festival teriam aumentado o preço de todos os ingressos em cerca de 63% em relação ao ano passado. Assim, a metade do valor se aproximaria do custo cheio da entrada de 2017.

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Organizadores do festival teriam aumentado o preço de todos os ingressos em cerca de 63% em relação ao ano passado. Assim, a metade do valor se aproximaria do custo cheio da entrada de 2017.

Da Redação*

A União Nacional dos Estudantes (UNE) e outras entidades estudantis ingressaram com uma ação contra o festival Lollapalooza, alegando que os organizadores do evento estão burlando a lei da meia entrada. Eles teriam aumentado o preço de todos os ingressos em cerca de 63% em relação ao ano passado. Assim, a metade do valor se aproximaria, de fato, do custo cheio da entrada de 2017. As informações foram divulgadas na coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

Ao mesmo tempo, criaram uma opção para que o preço da inteira não ficasse tão salgado: a “entrada social”, que sai exatamente pela metade do valor para quem doar R$ 30,00 ao Criança Esperança, da TV Globo.

Dessa forma, os preços da inteira, substituída pela “entrada social”, e da meia ficaram praticamente iguais. “O valor da meia entrada virou uma ficção”, diz o advogado Fábio Cesnik, que representa as entidades. No terceiro lote, a inteira sai por R$ 1.750,00, a “entrada social”, por R$ 880,00, e a meia, por R$ 850,00.

A T4F Entretenimento, responsável pelo festival, afirma que a última edição do Lollapalooza Brasil teve dois dias e a próxima, em 2018, terá três. “Sendo assim, a meia-entrada para o Lolla Pass, válido para três dias de festival em 2018, não é o dobro do valor de 2017”.

*Com informações da Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo

Foto: Commons/Wikipedia



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