Feminicídio: Jovem tem 40% do corpo queimado pelo namorado após discussão

Trata-se de mais um caso de tentativa de feminicídio, cuja lei que tipifica o crime no Brasil foi sancionada pela ex-presidenta Dilma Rousseff em 2015; índice de assassinatos de mulheres no país é o...

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Trata-se de mais um caso de tentativa de feminicídio, cuja lei que tipifica o crime no Brasil foi sancionada pela ex-presidenta Dilma Rousseff em 2015; índice de assassinatos de mulheres no país é o quinto maior do mundo

Por Redação

Uma jovem de 22 anos do Maranhão foi vítima de uma tentativa de feminicídio na noite deste domingo (15). Dielli Iasmim Viana Costa, que vive na capital São Luis, teve 40% do corpo queimado. O principal suspeito de atear fogo na jovem é o seu namorado, Naim da Silva Ribeiro, que vivia com ela há seis meses. Ele está foragido.

De acordo com a polícia, a jovem, que já havia sido agredida pelo companheiro em outras ocasiões, se trancou no quarto assustada após discutir com o agressor em uma festa. Quando acordou, estava com o corpo em chamas. Ela está internada em estado grave na UTI.

“Vamos aguardar ela se recuperar para colher o depoimento oficial, pois ela está bastante machucada e abalada. Ela está consciente e relatou que teve uma discussão com o companheiro em uma festa, na noite anterior, e que foi para casa. Amedrontada, se trancou em casa e foi dormir. Quando acordou, o corpo estava em chamas. A vítima disse ainda que o companheiro era violento, mas que não denunciou outras agressões que sofrera porque ele prometia que não iria mais fazer”, contou a delegada Viviane Azambuja, do Departamento de Feminicídio do Maranhão.

De acordo com Azambuja, Naim, quando encontrado, será indiciado por tentativa de feminicídio.

Feminicídio no Brasil

A lei que tipifica o crime de feminicídio foi sancionada em 2015 pela ex-presidenta Dilma Rousseff. Entende-se como feminicídio um tipo de homicídio qualificado que gira em torno dos casos de violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher. A pena para este tipo de crime varia de 12 a 30 anos de prisão.

Apesar da tipificação, o Brasil contraria a recomendação da ONU que diz que crimes de ódio contra mulheres devem ser mapeados e divulgados periodicamente. Dos 26 estados brasileiros, apenas cinco divulgam números que fazem distinção entre homicídio doloso e feminicídio em seus relatórios.

Segundo o Mapa da Violência divulgado em agosto deste ano, o Brasil tem a quinta maior taxa de assassinatos de mulheres do mundo. Entre 1980 e 2013, mais de 100 mil brasileiras foram mortas apenas por serem mulher.



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