Moraes, que foi filiado ao PSDB, é sorteado relator da votação da cassação de Aécio

Coincidência: o relator do mandado de segurança que pede votação aberta sobre o afastamento de Aécio do Senado será o único ex-tucano entre os ministros do STF Por Redação...

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Coincidência: o relator do mandado de segurança que pede votação aberta sobre o afastamento de Aécio do Senado será o único ex-tucano entre os ministros do STF

Por Redação

Alexandre de Moraes, que pediu ao então presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), sua desfiliação do partido para assumir o posto de ministro do Supremo Tribunal Federal, será o relator do mandado de segurança que trata sobre a cassação de seu ex-correligionário.

Moraes foi “sorteado” na tarde desta segunda-feira (16) para relatar o mandado de segurança de autoria do senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) que exige que a votação sobre as sanções impostas pelo STF seja realizada de forma aberta no Senado.

A Primeira Turma do STF afastou Aécio do mandato no mês passado a partir do pedido da procuradoria-geral da República (PGR), que acusa o tucano de corrupção passiva e obstrução da Justiça, baseada nas delações da JBS. Quem decidirá, por definitivo, o afastamento do tucano, é o Senado, em votação marcada para esta terça-feira (17). Randolfe Rodrigues, autor do mandado, no entanto, diz que senadores planejam realizar a votação de forma secreta.

“Diante desse cenário de fundado receio de que a decisão se dê de modo secreto, ao arrepio da disciplina constitucional, até para que se evite a discussão posterior da validade de tal descalabro novamente junto a esta Suprema Corte, urge sindicar provimento acautelatório que ordene a votação ostensiva, com vistas a evitar que se radicalize a dramática crise de poderes que atravessa o país, onde a institucionalidade conquistada a duras penas é sacrificada em favor da torpeza egoística da manutenção do Senador Aécio Neves a salvo do império da Lei”, disse Randolfe.

Moraes, inclusive, foi citado por Aécio em um dos áudios entregues pelos delatores da JBS. “Tem que escolher uns dez caras”, disse o senador mineiro, no momento em que citou seu ex-correligionário, que agora é ministro do STF, quando tratava sobre a condução dos inquéritos dos investigados no mesmo processo.



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