Masp inaugura exposição sobre sexualidade proibida para menores de 18 anos

Artistas como Picasso, Degas, Gauguin e Adriana Varejão, entre outros, participam da mostra, mas os menores não podem entrar nem acompanhados dos pais

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Artistas como Picasso, Degas, Gauguin e Adriana Varejão, entre outros, participam da mostra, mas os menores não podem entrar nem acompanhados dos pais

Da Redação*

Graças às cajazeiras do MBL e congêneres, artistas como Picasso, Degas, Gauguin e Adriana Varejão, entre outros, serão proibidos para menores de 18 anos, mesmo acompanhados dos pais. É isto mesmo.

O Museu de Arte de São Paulo (Masp) inaugura na próxima sexta-feira, 20, a mostra Histórias da Sexualidade, que faz parte do foco temático do Museu em 2017. A exposição fica no Masp até o dia 9 de fevereiro de 2018.

O Museu ainda não definiu como será feito o controle de entrada na mostra.

Entre os artistas que terão suas obras expostas estão Francis Bacon (1561-1626), Edgar Degas (1834-1917), Édouard Manet (1832-1883), Pablo Picasso (1881-1973), Paul Gauguin (1848-1903), Suzanne Valadon (1865-1938), Robert Mapplethorpe (1946-1989). Brasileiros como Victor Meirelles (1832-1903) e Adriana Varejão (1964) também terão trabalhos na mostra. Entre outros.

A exposição

Em torno da mostra Histórias da Sexualidade estão sendo apresentadas ao longo do ano exposições de artistas brasileiros e internacionais, cujos trabalhos, segundo o Masp, suscitam questionamentos sobre corporalidade, desejo, sensualidade, erotismo, feminismo, questões de gênero, entre outros. São eles: Teresinha Soares, Wanda Pimentel, Henri de Toulouse-Lautrec, Miguel Rio Branco, Guerrilla Girls, Pedro Correia de Araújo e Tunga.

Em artigo publicado nesta terça, 17, no jornal Folha de S. Paulo (“Mostra no Masp sobre sexualidade reforça que censura é inaceitável”), o diretor presidente do Masp, Heitor Martins, apresentou a exposição e fez ressalvas, lembrando que “o único dado absoluto, do qual não podemos abrir mão, é o respeito ao outro e o necessário diálogo”.

“É preciso criar condições para que todos nós –cada um com suas crenças, práticas, orientações políticas e sexualidades– possamos viver de forma harmoniosa e escutando uns aos outros”, escreveu Martins.

“Por isso mesmo, a radicalização, a intolerância, o cerceamento da liberdade de expressão, não devem e não podem ser aceitos. O Masp, um museu diverso, inclusivo e plural, tem por missão estabelecer, de maneira crítica e criativa, diálogos entre passado e presente, culturas e territórios, a partir das artes visuais”, prosseguiu. O diretor reforça que a exposição pretende construir um “debate consistente e sólido”.

Ainda de acordo com o Museu, a programação anual pretende discutir múltiplas perspectivas sobre a sexualidade, “considerando, especialmente, narrativas descolonizadoras, que extrapolem conceitos ocidentais hegemônicos e de classes dominantes, e provoquem atritos entre acervos diversos”.

Histórias da Sexualidade está inserida em um projeto mais amplo de exposições do MASP, que atenta para histórias plurais, que vão além das narrativas tradicionais, tais como Histórias da Loucura e Histórias Feministas (iniciadas em 2015), Histórias da Infância (em 2016) e Histórias da Escravidão (programada para 2018).

HISTÓRIAS DA SEXUALIDADE

MASP. Av. Paulista, 1578, Primeiro andar. De 20/10/2017 a 9/2/2018. Indicação etária: 18 anos. R$ 30.

*Com informações do Estadão

Foto: Acervo Masp – Imagem da tela ‘Angélica Acorrentada’ (1859), de Jean-Auguste-Dominique Ingres, que estará presente na mostra. Obs.: A imagem está com tarja preta para evitar censura e sanção por parte do Facebook.



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