Para Ciro Gomes, até dezembro Doria será carta fora do baralho

"Doria não é do ramo. Torrou o orçamento de São Paulo. Perdeu o 'timing' para fazer acordo. Colidiu com o cara que o inventou. E passou a ideia de que é um carreirista", disse o ex-ministro.

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“[Doria] não é do ramo. Torrou o orçamento de São Paulo. Perdeu o ‘timing’ para fazer acordo. Colidiu com o cara que o inventou. E passou a ideia de que é um carreirista”, disse o ex-ministro.

Da Redação*

Ex-governador do Ceará O ex-ministro da Fazenda de Itamar Franco e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT-CE), afirmou em entrevista à repórter Gabriela Sá Pessoa, para a Folha de S.Paulo, que João Doria (PSDB) será “carta fora do baralho” até as eleições de 2018. “Porque ele [Doria] não é do ramo. Torrou o orçamento de São Paulo, queimou as pontes todas. Perdeu o ‘timing’ para fazer acordo por dentro e ser eventualmente candidato a governador. Colidiu com o cara que o inventou. E passou para a população a ideia de que é um carreirista, que só pensa em si, que não tem nenhum compromisso com nada e com ninguém. E saiu para fazer uma ilusão de ótica, passear por aí, receber título de cidadão não sei por onde, tudo factoide, deixando a grande e grave responsabilidade – que seria a decolagem dele – aqui, descuidada”.

Sem Lula, Ciro tem 10% das intenções de voto para presidente, de acordo com a pesquisa mais recente Datafolha. É o mesmo patamar de Geraldo Alckmin e João Doria, ambos do PSDB. Com o petista, fica com 4% da preferência – o ex-presidente lidera, com 35%.

Ciro defendeu, além da diminuição dos juros, “um ciclo de reindustrialização forçada”. Sua agenda, diz, “converge iniciativa privada e Estado saneado”, oferecendo crédito e renúncia fiscal a setores que considera estratégicos: agronegócio, saúde, defesa e indústria de óleo e gás.

“Temos que introduzir no debate um modelo tributário não com a ilusão de que temos carga tributária grande demais – e até temos, mas ela é gravemente regressiva”, afirmou Ciro. Para ele, é necessário discutir a tributação sobre heranças e doações. “Sobre o povo mais pobre, ela [carga tributária] chega a 42% [da renda]. Sobre os ricos, não passa de 12%”.

*Com informações do Brasil 247

Foto: Commons

 



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