Trajetória da militante socialista Rosa Luxemburgo é narrada em radionovela

Contada em dez capítulos, a trama busca recriar a vida e a obra da filósofa e economista polonesa, pegando um período que vai da juventude à morte.

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Contada em dez capítulos, a trama busca recriar a vida e a obra da filósofa e economista polonesa, pegando um período que vai da juventude à morte.

Da Redação*

Dentro da programação que comemora o centenário da Revolução Russa, a Fundação Rosa Luxemburgo e o MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra lançam uma radionovela contando a trajetória da filósofa e economista Rosa Luxemburgo. O lançamento ocorreu nesta segunda-feira (16), às 19 horas, simultaneamente nos portais do MST, da Fundação Rosa Luxemburgo e do Brasil de Fato. Todos os dias, às 11 horas, será lançado um novo capítulo. No total, serão dez episódios.

Nascida no dia 5 de março de 1871, na Polônia, Rosa Luxemburgo foi uma das mais influentes pensadoras marxistas de sua época, fundando diversas organizações de esquerda e participando das lutas sociais na Europa no final do século 19 e começo do século 20. Douglas Estevam, do coletivo de cultura do MST e um dos organizadores da rádio novela, destaca a importância de se retomar a trajetória e o pensamento de Rosa nos debates atuais sobre o centenário da Revolução Russa: “A Rosa foi uma grande defensora, junto com o Lênin, de uma concepção revolucionária do socialismo, e essa temática da Rosa tem ainda hoje uma grande atualidade”.

Ele explica que um dos principais legados de Rosa é a defesa intransigente do socialismo e a luta que ela desempenhou contra o revisionismo, em um momento em que o pensamento socialista começava a ser questionado por seus próprios teóricos. Ele aponta ainda a importância da questão de gênero, que estava estritamente ligada à militância que Rosa trazia em seus debates. ”Para nós, hoje adquire cada vez mais importância nos processos organizativos dos movimentos sociais, no próprio MST. A questão de gênero é central ligada a trajetória da Rosa”.

A ideia de usar o recurso da radionovela para falar sobre a vida de Rosa Luxemburgo se deu pela importância que o rádio tem, tanto na realidade brasileira quanto no MST, como explica Estevam: “Desenvolver a utilização de outras formas de linguagem de comunicação popular, aproveitando das novas tecnologias produzindo um material que pudesse aprofundar e desenvolver essa linguagem e que tivesse um maior alcance de comunicação”.

O diretor do escritório regional da Fundação Rosa Luxemburgo para o Brasil e o Cone Sul, Gerhard Dilger destaca que a revolucionária polonesa teve um papel fundamental e debateu, suas ideias políticas com todos os importantes ideólogos do Partido Social Democrata Alemão. Dilger lembra também o legado que a intelectual deixou ao mundo: “Em primeiro lugar, a convicção profunda de que você não pode construir uma sociedade comunista sem a participação constante das massas, ou seja, não há socialismo sem democracia. O seu internacionalismo também continua sendo um grande exemplo”, completa.

*Com informações do Brasil de Fato

Foto: Commons



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