Foram 46 ligações entre ele e Aécio. E Gilmar Mendes não vê problema algum nisso

O ministro disse ainda que há exagero na aplicação de lei do trabalho escravo. “Por isso que brinquei 'dependendo do fiscal, podemos ter trabalho escravo no próprio tribunal'", disse ele.

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O ministro disse ainda que há exagero na aplicação de lei do trabalho escravo. “Por isso que brinquei ‘dependendo do fiscal, podemos ter trabalho escravo no próprio tribunal'”, disse ele

Da Redação*

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou nesta segunda-feira (23), em Porto Alegre, que as conversas identificadas pela Polícia Federal entre ele e o senador Aécio Neves (PSDB) não podem ser consideradas suspeitas. Relatórios da PF apontaram que ao menos 46 chamadas foram trocadas por Aécio e Mendes.

“Não há nenhum crime na minha conversa com o senador. Eu converso com vários [políticos] a toda hora”, disse ele, em breve entrevista coletiva após encontro com o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, no Palácio do Piratini.

Segundo Mendes, são contatos corriqueiros, que ele trava com diversos políticos. “Converso com Aécio, Serra, presidente da Câmara, do Senado, vários parlamentares. Eles brincam quando me chamam para o jantar: ‘chegou o membro do partido’, tal é a intimidade, de tantas reuniões”. Para ele, as suspeitas sobre as conversas soam como “fofocagem”.

Há exagero na aplicação da lei do trabalho escravo, diz Gilmar

O ministro ainda falou sobre a portaria nº 1129, publicada pelo Ministério do Trabalho na semana passada, provocando modificações nas definições do trabalho escravo. Segundo ele, há exageros nas aplicações da lei penal nestes casos.

“Por exemplo, a discussão se tem lâmpada no local ou não, a altura do beliche, se tem escada. Por isso que brinquei ‘dependendo do fiscal, podemos ter trabalho escravo no próprio tribunal'”, disse ele.

Na quinta-feira (19), Gilmar havia afirmado que o trabalho que faz é “exaustivo”, mas que não considera que se submete a um “trabalho escravo”, ao comentar a portaria.

O ministro ressaltou que é importante que haja segurança jurídica para nortear as ações de combate ao trabalho escravo. “Acho que a portaria já produziu um efeito benéfico, que foi trazer a discussão. Mas há exagero de todos os lados”, relatou. Segundo ele, é importante que haja segurança jurídica.

*Com informações do G1

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 



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