Abertura de “Histórias da Sexualidade” tem o maior público do ano do Masp

Protestos das cajazeiras de plantão incensaram a exposição, que teve, pela primeira vez nos 70 anos de história do museu, proibição para menores de 18 anos

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Protestos das cajazeiras de plantão incensaram a exposição, que teve, pela primeira vez nos 70 anos de história do museu, proibição para menores de 18 anos

Da Redação*

A polêmica exposição Histórias da Sexualidade, do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateubriand, o Masp, recebeu na sua primeira semana, 11 mil visitantes, número que representa mais que o dobro das visitas em comparação ao mesmo período de 2016. Além disso, ela teve a maior abertura do ano no museu. Ao todo, 1.235 pessoas estiveram na noite de inauguração da exposição, no dia 19 de outubro.

A exposição foi aberta sob protestos de artistas e do público por conta da classificação etária definida pelo Masp, que proíbe, pela primeira vez em seus 70 anos de história, menores de 18 anos a acessarem o espaço da mostra. No dia da abertura, artistas como o chinês Ai Weiwei participaram de um protesto no vão livre do museu, com cartazes com dizeres como “Censura Nunca Mais”. Virtualmente, chegaram a ser mobilizadas, também, manifestações em oposição ao conteúdo da exposição.

Com obras de artistas de vários períodos da história, como Pablo Picasso, Edgar Degas e Édouard Manet, Histórias da Sexualidade conta também com peças contemporâneas, como Cena de interior II, de Adriana Varejão, uma das obras que receberam mais críticas, pelo seu conteúdo, na exposição Queermuseu, cancelada pelo Santander Cultural em Porto Alegre este ano.

*Com informações do Estadão

Imagem: Ana Mendieta (Foto: Divulgação/MASP)



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