Marcha Povo Sem Medo retoma caminhada rumo à ponte do Morumbi

Depois de andar mais de 11 km, a Marcha chegou à Avenida Cupecê, zona sul de São Paulo, onde fez uma merecida pausa para que os mais de 10 mil manifestantes pudessem almoçar. Da Redação...

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Depois de andar mais de 11 km, a Marcha chegou à Avenida Cupecê, zona sul de São Paulo, onde fez uma merecida pausa para que os mais de 10 mil manifestantes pudessem almoçar.

Da Redação

“Não tem sol, não tem chuva, não tem distância, não tem nada que impeça a nossa luta no dia de hoje”, foi assim que Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) puxou o gritou que retomou a Marcha Povo Sem Medo. Neste momento, a caminhada segue rumo à ponte do Morumbi, onde deve encontrar com outros milhares de manifestantes e continuar, juntos, a caminhada até o Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo. No ponto de encontro da estação Morumbi, da CPTM, acontecerá um ato de união entre os movimentos sociais.

Depois de andar mais de 11 km, a Marcha chegou à Avenida Cupecê, zona sul de São Paulo, onde fez uma merecida pausa para que os mais de 10 mil manifestantes pudessem almoçar. O ato que teve início nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (31), partiu da avenida Robert Kennedy, em São Bernardo. Já em Diadema, os manifestantes passaram pela avenida Piraporinha, seguiram pelo Corredor ABD e caminharam pela avenida Fábio Eduardo Ramos Esquível.

A ocupação vem mobilizando inúmeros artistas, que se sensibilizaram com a causa dos trabalhadores que não têm onde morar. Um deles é o sempre engajado Wagner Moura, que chegou a gravar um vídeo em apoio ao movimento. “São 7 mil famílias que estão na ocupação e as autoridades têm o dever de negociar com as lideranças do MTST e de tratar essas pessoas com o respeito e a dignidade que elas merecem”.

Segundo a organização, faltam cerca de 9 km até o final da caminhada, na sede do Governo do Estado, onde haverá um ato com o intuito de cobrar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) em relação à desapropriação do terreno onde se encontram quase 7 mil famílias, além de compromissos de moradia do governo do estado de gestão tucana.

Foto: Mídia NINJA



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