PF abre inquérito para investigar Paulo Skaf, o homem do pato da Paulista

Marcelo Odebrecht disse em delação premiada que teria repassado R$ 2,5 milhões a Paulo Antônio Skaf, presidente da Fiesp

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Marcelo Odebrecht disse em delação premiada que teria repassado R$ 2,5 milhões a Paulo Antônio Skaf, presidente da Fiesp

Da Redação*

Em delação premiada, o ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, afirmou que a organização, a pedido de Benjamin Steinbruch, presidente da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), repassou R$ 14 milhões a Antônio Palocci Filho e (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em razão de um compromisso assumido por Benjamin com o Partido dos Trabalhadores (PT) e com Paulo Skaf. Steinbruch é também vice-presidente da Fiesp.

Diante disso, a Polícia Federal de São Paulo abriu inquérito para investigar Paulo Skaf, Steinbruch e o ex-ministro Antônio Palocci por suspeita de corrupção ativa e passiva.

Em nota, a Fiesp afirmou que todas as doações recebidas pela campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo “estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral, que aprovou sua prestação de contas sem qualquer reparo.”

“A assessoria de Paulo Skaf reitera que nunca pediu e nem autorizou ninguém a pedir qualquer contribuição de campanha que não as regularmente declaradas.”

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da CSN e com os advogados de Palocci e aguarda retorno.

O documento que solicita a investigação diz: “No termo de depoimento do colaborador Marcelo Bahia Odebrecht, segundo petição número 6820, da Procuradoria-Geral da República, o grupo Odebrecht, a pedido de Benjamin Steinbruch repassou R$ 14 milhões a Antônio Palocci Filho e R$ 2,5 milhões a Paulo Antônio Skaf, em razão de um compromisso assumido por Benjamin com o Partido dos Trabalhadores e com Paulo Antônio Skaf, o que pode configurar a prática dos crimes previstos nos artigos 317 (corrupção passiva) e 333 (corrupção ativa), ambos do Código Penal, sem prejuízo de outros porventura descobertos no curso da investigação criminal”.

*Com informações do G1

 



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