Saia justa: Médicos criticam más condições e falta de pagamento durante evento de parceria entre Crivella e Doria

Rio de Janeiro terá exames e cirurgias à noite e municípios vão fazer licitações em conjunto. No fim da cerimônia, médicos, em greve, cobraram pagamentos.

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Rio de Janeiro terá exames e cirurgias à noite e municípios vão fazer licitações em conjunto. No fim da cerimônia, médicos, em greve, cobraram pagamentos.

Da Redação*

A assinatura de um acordo de cooperação na área de saúde entre os prefeitos do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), e de São Paulo, João Doria (PSDB), nesta terça-feira (31), foi marcada por uma saia justa no Palácio da Cidade. Com a presença de servidores e funcionários, inclusive com médicos em greve, o evento acabou com cobranças por pagamentos atrasados nas OSs.

Crivella afirma que os pagamentos das nove OSs serão quitados nesta terça-feira, mas os médicos protestaram também por conta das condições de trabalho. O acordo prevê licitações em conjunto dos dois municípios para compra de medicamentos e outros insumos, além da instalação do programa Corujão, para a realização de exames à noite.

Ao ser questionado sobre os problemas nas OSs e no Hospital Salgado Filho, um médico gritou: “Cadê o nosso pagamento?”. Cerca de 10 grevistas se pronunciaram. “Todas as dificuldades (da Saúde) são reais, mas não nos levam a fechar as portas. Não é de agora que as emergências estão lotadas. Poderíamos ter feito o CER do Salgado Filho em vez de obras das olimpíadas, ponte estaiada, túneis a ciclovia que caiu”, criticou o prefeito.

Em outro momento, Crivella foi interrompido: “Nós atendemos de janeiro a julho 3,5 milhões nas clínicas da família…”. “Nós (médicos), não você”.

“A questão vai muito além de salário, o meu entrou este mês. Se fosse só pelo salário então, eu não estaria aqui. Mas há falta de insumos: de folha de papel para fazer a receita a medicamentos. Essa falta de materiais, que são comprados pela prefeitura, não é de hoje. A Insulina para os diabéticos é comprada num pregão da prefeitura, mas o relato é que não tem e as poucas unidades que tem estão acabando. Como faz? A gente não consegue fazer nosso trabalho”, disse a médica Ana Peixoto.

*Com informações do G1

Fotos: Reprodução



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