Centrais sindicais convocam para sexta manifestação contra reformas

Lei que altera a CLT começa a entrar em vigor um dia depois. Trabalhadores também protestam contra portaria do trabalho escravo.

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Lei que altera a CLT começa a entrar em vigor um dia depois. Trabalhadores também protestam contra portaria do trabalho escravo.

Da Redação*

Sexta-feira (10) promete ser um diaa de protestos. Centrais sindicais esperam reunir milhares de trabalhadores, em protesto contra a Lei 13.467 (reforma trabalhista), a ameaça de mudanças na Previdência Social e a Portaria 1.129, do Ministério do Trabalho, que alterou o conceito de trabalho escravo e foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal. Dirigentes de sete centrais e diversos sindicatos se reuniram na sede da CUT, em São Paulo, para discutir o movimento.

Na capital paulista, a concentração será às 9h30, na Praça da Sé, no centro. Os sindicalistas ainda avaliam se haverá passeata rumo à Avenida Paulista. À tarde, servidores públicos participam de ato diante do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona sul da cidade.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirma que categorias “que tiverem força política” vão buscar salvaguardas contra a lei que altera a legislação trabalhista, como ocorreu recentemente com metalúrgicos e químicos. Mas a central defende a revogação da 13.467, e nesse sentido organiza um abaixo-assinado por um projeto de lei de iniciativa popular. Vagner informou ter recebido documento com 4.574 assinaturas na base do Sindicato dos Bancários do ABC, formada por aproximadamente 7 mil trabalhadores – 65% do total. A lei entra em vigor exatamente no dia seguinte ao da manifestação.

Ele avalia que Executivo e Legislativo ainda podem tentar pôr em votação a emenda de “reforma” da Previdência. “Vontade eles têm. Esse Congresso e esse governo têm ouvidos moucos à sociedade”, afirmou, lembrando que o projeto trabalhista acabou sendo aprovado mesmo sob pressão intensa dos trabalhadores, incluindo uma greve geral em 28 de abril.

De acordo com o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, as centrais deverão marcar um dia nacional de paralisação assim que o Congresso definir a data de votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, da Previdência. Na próxima sexta, sindicatos farão assembleias nos locais de trabalho para então se incorporar ao ato na Praça da Sé.

*Com informações da Rede Brasil Atual

Foto: Roberto Parizotti/CUT

 



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