Fiscal do Enem teria constrangido candidato por conta de seu nome bíblico: “Nossa, que nome de pobre”

Denúncia é do estudante Jefté Dutra, que fez a prova em Rio Branco, no Acre. Coordenação do exame diz que caso está sendo apurado, mas jovem, que se sentiu constrangido, promete entrar com processo...

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Denúncia é do estudante Jefté Dutra, que fez a prova em Rio Branco, no Acre. Coordenação do exame diz que caso está sendo apurado, mas jovem, que se sentiu constrangido, promete entrar com processo por danos morais

Por Redação

Um candidato do Enem de Rio Branco, no Acre, diz que foi constrangido pela fiscal de prova e promete entrar com processo na Justiça contra a profissional por danos morais.

Em uma postagem no Facebook, Jefté Dutra, que tem nome bíblico, diz que foi exposto pela chefe de sala no momento em que ela entregava os cadernos de prova e lia os nomes. “Nossa, que nome de pobre”, teria dito em voz alta na frente de toda a sala.

“Ao olhar um nome diferente (bíblico), e falar em alto e bom som perante o auditório da Uninorte que é nome de pobre, me causou um enorme constrangimento e indignação diante de mais de 70 pessoas presentes. Será que até para se ter um nome precisamos seguir algum tipo de padrão da sociedade?”, escreveu Jefte.

O estudante fez a denúncia à coordenação do Enem do Acre, que afirmou que está apurando o caso e que a fiscal foi afastada. Ele promete ainda buscar testemunhas que estavam na sala no momento do constrangimento para entrar com um processo na Justiça contra a profissional por danos morais.

Jovem é impedida de fazer prova por uso de bomba de insulina

Outro caso que chamou a atenção na aplicação das provas foi o caso da estudante de 15 anos da região metropolitana de Salvador que foi impedida de fazer o exame por estar usando uma bomba de insulina. Diabética, o uso da bomba é fundamental para sua sobrevivência.

A jovem, que não teve o nome identificado, foi avisada somente na sala de aula que não poderia realizar a prova com a bombinha. Ao argumentar que não poderia tirá-la, foi levada para uma sala individual com a presença de um fiscal mas, mesmo assim, a coordenação apareceu e solicitou que ela retirasse o aparelho novamente.

“Quando ela falou que não poderia tirar a bombinha, perguntaram se não tira pra tomar banho. Então eles falaram que ela poderia tirar para a prova também. Só que ela só pode tirar por uma hora, no máximo”, disse a mãe da garota.

Em nota, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) afirmou que no edital da prova consta que pessoas nessas condições deve, ao fazer a inscrição, pedir atendimento específico. O procedimento, de acordo com o documento, deve ser solicitado por “gestante, lactante, idoso, estudante em classe hospitalar e/ou pessoa com outra condição específica”

 

 



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