Deputado que se diz ex-gay propõe semana de difusão heterossexual

O PL tem o objetivo de “resguardar direitos e garantias aos heterossexuais”

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O PL tem o objetivo de “resguardar direitos e garantias aos heterossexuais”

Da Redação*

O deputado distrital Rodrigo Delmasso (Podemos), que se diz ex-gay, propôs a aprovação, nesta semana, de um projeto de lei que cria a Semana da Difusão da Cultura Heterossexual. A iniciativa não foi exatamente uma surpresa entre os distritais, nem para a comunidade que acompanha o mandato do distrital. Ele pertence à chamada bancada evangélica da Câmara Legislativa. Por princípio, tem um discurso em “defesa da família”, contra o aborto, a favor do “relacionamento natural entre homem e mulher”. O que nem todo mundo sabe é que Rodrigo Delmasso já viveu experiência homossexual na juventude.

O Projeto de Lei n° 1.813/2017, de autoria do deputado e pastor tem o objetivo de “resguardar direitos e garantias aos heterossexuais”. Segundo o texto da proposta, “no momento em que [pessoas homoafetivas] discutem preconceito contra homossexuais, acabam criando outro tipo de discriminação, contra os heterossexuais. Além disso, o estímulo da ideologia gay supera todo e qualquer combate ao preconceito”.

O assunto foi tema do testemunho de Rodrigo Delmasso para fiéis da igreja há muitos anos, quando nem pensava em seguir carreira política. Ele queria, por meio de seu depoimento, convencer outros jovens de que era possível “mudar de opção”.

“Não tenho problema nenhum em falar sobre o assunto. Hoje eu sou heterossexual, não por opção, mas porque eu sei que nasci assim. Se tive uma ou outra experiência relacionada à outra situação, vi que aquilo foi uma opção. Me arrependi amargamente por ter feito essa opção anteriormente, porque, na minha visão, era errada. Hoje tenho consciência e propriedade para dizer que as pessoas nascem heterossexuais e podem optar por serem homossexuais”, disse em entrevista ao Metrópolis, na última sexta-feira (10).

O deputado tenta explicar as razões da criação de “Semana Heterossexual”: “Hoje sou muito bem casado, tenho três filhos e defendo a difusão da cultura heterossexual não para combater a opção homossexual, mas um preconceito que existe em torno do heterossexualismo. Chegamos a um ponto em que todo hétero está vinculado a um ser machista, desrespeitoso, preconceituoso. Portanto, a difusão da cultura hétero é justamente para quebrar esse preconceito”, conclui.

*Com informações do Metrópoles

Imagem: Charge de Arnaldo Branco



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