Alckmim sinaliza que pode ser presidente do PSDB

Aliados de Alckmin dizem que ele não quer entrar na disputa pela vaga, mas aceitaria a “missão” se fosse aclamado na convenção nacional como solução de consenso

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Aliados de Alckmin dizem que ele não quer entrar na disputa pela vaga, mas aceitaria a “missão” se fosse aclamado na convenção nacional como solução de consenso

Da Redação*

Com a destituição do senador Tasso Jereissati (CE) do comando interino do PSDB, na última quinta-feira, o nome do governador Geraldo Alckmin foi levantado por tucanos importantes, como o ex-senador José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para assumir a presidência da sigla. As informações são de Pedro Venceslau, no Estadão.

“Temos dois pré-candidatos. Vamos aguardar. Essa é uma decisão coletiva do Brasil inteiro”, disse Alckmin. Além de Tasso, que se declarou candidato na última quarta-feira, o governador de Goiás, Marconi Perillo, também declarou que vai concorrer à presidência do PSDB, que será escolhida em convenção do partido no dia 9 de dezembro.

Em convenção do PSDB em São Paulo, Alckmin foi “conclamado” por militantes e dirigentes a ocupar a presidência e assumir o posto de pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto. O senador José Serra (SP), que também era apontado como presidenciável, foi recebido pela militância como pré-candidato a governador do partido em 2018. A Juventude do PSDB puxou o coro: “Um, dois, três, é Serra outra vez”.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse neste domingo, 12, que defende Perillo para presidir a sigla, mas, “se for necessário”, que o governador Geraldo Alckmin assuma o comando da sigla como terceira via, “será bom para o partido”.  O evento contou com a presença de lideranças de cinco partidos que orbitam na área de influência de Alckmin: PTB, PV, PPS, PSB e DEM.

Terceira via

Com o acirramento da disputa entre o senador Tasso Jereissati (CE) e o governador Marconi Perillo (GO) pela presidência do PSDB, a tese de indicar Alckmin como uma terceira via ganhou força.

Em uma mensagem publicada em sua página no Facebook, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu que o governador “tenha uma posição central na legenda”.

Aliados de Alckmin dizem que ele não quer entrar na disputa pela vaga, mas aceitaria a “missão” se fosse aclamado na convenção nacional como solução de consenso.

Auxiliares de Alckmin e tucanos da cúpula do partido lembram que, em 2013, o senador Aécio Neves foi reeleito presidente do PSDB antes de entrar na campanha pelo Presidência da República, assim como o ex-governador Eduardo Campos, que presidia o PSB. O cargo daria a Alckmin flexibilidade para viajar o Brasil na pré-campanha, em 2018.

Na convenção do PSDB, o deputado estadual Pedro Tobias, aliado histórico de Alckmin, foi reeleito presidente do partido em São Paulo. Em seu discurso, ele fez um “apelo público” para que o governador presida o partido nacionalmente.

“Geraldo, você é a pessoa que pode dirigir o PSDB. O partido está à beira da divisão e precisa de você”, disse o dirigente, que discursou ao lado de Alckmin na Assembleia Legislativa, onde aconteceu a convenção.

Em sua fala, o governador tocou indiretamente no assunto sobre a eleição interna ao defender que o PSDB “não seja personalista”. “Quando nosso partido nasceu, a primeira presidência foi rotativa, com (Mário) Covas e (José) Richa”.

Alckmin fez um discurso com tom nacional e pregou a união interna no PSDB: “Nós precisamos de unidade. Mas eu pergunto: união e unidade para quê? Para mudar o Brasil. Essa tem que ser nossa mensagem, mudar o Brasil, com todos os riscos que vamos correr”.

Em seu discurso, Goldman também pediu unidade. “A chapa (na convenção nacional) precisa ser uma só. Não vamos dividir o partido no Brasil inteiro, meu papel é obter a convergência interna e buscar a unidade do partido”.

Terminado o discurso do ex-governador, militantes da Juventude do PSDB gritaram da plateia em coro: “Eu vim de pijama”. Trata-se de uma referência ao polêmico vídeo gravado por João Doria no qual ele criticou Goldman e disse que ele “fica de pijamas” em casa.

A convenção terminou com o bordão “Alckmin presidente” e o tema da vitória de Ayrton Senna, usado na campanha de Doria à Prefeitura, tocando nas caixas de som.

*Com informações do Estadão

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil



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