Após 3 anos em segredo de justiça, processo de Frota para obter prótese peniana se torna público

Alexandre Frota foi diagnosticado com uma “disfunção erétil grave” que o “abalava emocionalmente” e para obter tratamento recomendado por seu médico teve que travar disputa judicial com plano de saúde

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Frota, que costuma atacar adversários com expressões como “pinto mole”, teve disfunção erétil grave e colocou prótese depois de processo contra plano de saúde

Da Redação

Em 2014, o ator Alexandre Frota, um dos atuais ícones da extrema-direita nas redes sociais, travou batalha judicial com o Plano de Saúde Bradesco para conseguir o implante de uma prótese peniana. O caso ficou em segredo de justiça até o último 31 de outubro, quando se tornou público por uma decisão judicial.

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Quando entrou com a ação, Frota tinha 51 anos e, segundo relato no processo, foi ao consultório médico queixando-se de dor extrema na região peniana próxima ao escroto (região penescrotal).

Em consulta, relatou “dificuldades extremas em obter uma ereção peniana satisfatória, que permitisse ao mesmo a realização do ato sexual”.

Frota foi diagnosticado pelo Dr. Carlos Augusto Cruz de Araújo Pinto como portador de disfunção erétil por “doença erétil venosa e doença peyronie”.

De acordo com petição do advogado, “Frota foi submetido a tratamentos injetáveis com medicamentos que induzem a ereção e, mesmo assim, a resposta não foi suficiente e o paciente continuou sem obter ereção satisfatória”.

Patologia progressiva

No percurso do processo, a defesa de Frota apontou os riscos no caso de o tratamento adequado não ser realizado. “Este tipo de patologia é progressiva, e este indivíduo evolui de forma gradativa para um quadro de disfunção erétil severa. Neste estágio da doença, os riscos de perda total da ereção são altíssimos e, caso o paciente não se submeta a procedimento cirúrgico para a reversão do quadro, o mesmo pode atingir um estágio que impossibilite inclusive a solução cirúrgica aqui solicitada”.

O advogado chama ainda a atenção para a parte emocional do seu cliente: “A incapacidade de obter ereção necessária vem o abalando (sic), uma vez que sempre teve vida sexual ativa com a sua parceira”, disse.

Caso urgente e passivo de constrangimentos

Frota teve que ir à justiça, porque o plano de saúde se propôs a pagar uma prótese não inflável. E de acordo com a petição, este modelo “além de não restabelecer as funções físicas de forma satisfatória, pois não atinge o mesmo nível de ereção e espessura de uma prótese inflável de 3 volumes, causa inibição e constrangimento ao paciente, pois o pênis permanecerá sempre em posição de ereção, o que pode provocar constrangimentos psicológicos em locais de convívio social como praias, piscinas, saunas e tem restrições à prática de exercícios físicos, muitas vezes necessários por recomendação médica, ou pode se afastar do convívio familiar por constrangimento, como por exemplo, receio que uma criança da família possa perceber o implante não inflável perante os demais membros da família”, lamentam.

Em defesa do seu cliente, o advogado de Frota chama a atenção para a urgência do fato: “o quadro deste paciente é extremamente grave e necessita de intervenção cirúrgica URGENTE, pois seu quadro também é progressivo e a demora na execução do tratamento indicado pode acarretar em atrofia peniana severa, comprometendo de uma vez por todas a sua capacidade de obter ereção.”

Antes de o caso ser julgado, Alexandre Frota e o Bradesco Saúde S.A. entraram em um acordo, que foi assinado no dia 12 de dezembro de 2014. O plano de saúde assumiu todas as despesas cirúrgicas, bem como os honorários advocatícios. O acordo foi homologado pelo juiz em 21 de janeiro de 2015.

Frota usa disfunção erétil como arma de ataque

O ex-ator pornô, ironicamente, usa a disfunção erétil como uma arma de ataque conta pessoas que têm um posicionamento político diferente. Ele já chamou o jornalista Juca Kfouri, por exemplo, de “pinto mole”.



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