Cônsul da Polônia no Brasil contesta Guga Chacra no Twitter e é bloqueada

Em seu tuite, o jornalista afirmou sobre a marcha da independência da Polônia que “60 mil pessoas participaram de manifestação nazista”

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Em seu tuíte, o jornalista afirmou que “60 mil pessoas participaram de manifestação nazista na marcha da independência da Polônia”

Da Redação

O correspondente da GloboNews em Nova Iorque, Guga Chacra, replicou nesta segunda-feira (12), em sua conta do Twitter, informação do jornal inglês The Guardian sobre a marcha em comemoração do Dia da Independência da Polônia (11 de novembro): “Cerca de 60 mil pessoas participaram de manifestação nazista na Polônia defendendo uma Europa apenas para os brancos. Antecipo para os supremacistas do Brasil que brasileiros não são considerados brancos por estes nazistas”.

A cônsul da Polônia no Brasil, Katarzyna Braiter, contestou a afirmação do jornalista e passou a enviar diversas mensagens públicas ao correspondente da GloboNews. Nelas, a cônsul afirma: “como o Senhor persiste nas suas informações falsas a carta do Embaixador da Polônia protestando contra suas acusações em que o Senhor culpa todos os participantes por excessos somente de alguns vai ser enviada a redação do Globo”.

Katarzyna também afirmou que a sua própria família “estava nesta passeata comemorativa e havia lá ex-combatentes da II Guerra Mundial que lutaram contra nazismo” e que os poloneses mostram “repúdio contra o nazismo e pessoas deste tipo que não tem tolerância para que isso nunca aconteça mais”.

Guga se limitou a bloquear a conta da cônsul, que também relatou o fato: “Como o Senhor @gugachacra bloqueou acesso da nossa embaixada, o que e muito antidemocrático e contra o espirito da imprensa livre para observa-lo e adicionar os comentários no Twitter dele queria contar com a ajuda de todos que não aceitam as acusações falsas contra minha Polônia”.

O jornalista do Wal Street Journal, Drew Hinshaw, tratou o assunto da mesma forma que Guga Chacra e se retratou: “Estou excluindo esse tweet porque percebi que as frases dão a impressão de que as 60 mil pessoas que marchavam eram grupos etno-autoritários, quando a maioria marchava feliz, convivendo com a diferença”.

Foto: Reprodução Globo News



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