PT e PSOL afastam deputados que votaram pela soltura de Picciani e seus colegas

Andre Ceciliano, do PT, e Paulo Ramos, do PSOL, passarão por processo disciplinar e devem ser expulsos de suas legendas por votarem contra a orientação partidária na sessão que livrou da cadeia o ex-presidente...

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Andre Ceciliano, do PT, e Paulo Ramos, do PSOL, passarão por processo disciplinar e devem ser expulsos de suas legendas por votarem contra a orientação partidária na sessão que livrou da cadeia o ex-presidente da Alerj, Picciani, e seus colegas do PMDB

Por Redação

O PT e o PSOL anunciaram, na noite desta sexta-feira (17), que os deputados estaduais Andre Ceciliano (PT-RJ) e Paulo Ramos (PSOL-RJ) serão afastados e passarão por processos disciplinares, o que deve fazer com que sejam expulsos de suas respectivas legendas. Isso por que ambos votaram, na sessão desta sexta-feira, pela soltura do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, e seus colegas do PMDB.

“Ao se colocar ao lado destas máfias, Paulo Ramos perdeu completamente as condições de permanecer nas fileiras do nosso partido. Diante destes fatos, a Executiva Nacional do PSOL, em conjunto com a Executiva Estadual do PSOL-RJ, decidem pelo imediato afastamento do deputado estadual Paulo Ramos das fileiras do partido e inicia junto à Comissão de Ética seu processo de expulsão”, escreveu a Executiva Nacional do PSOL em nota.

O PT informou sobre o afastamento de Ceciliano pelo Twitter oficial da legenda. “O deputado Estadual Andre Ceciliano PT/RJ, que votou pela soltura de Picciani, está suspenso por 6 meses do PT e afastado da Bancada. Há um processo disciplinar em curso que será ao ser concluído submetido a direção”.

Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi foram presos nesta quinta-feira (16), por determinação unânime do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), após terem sido denunciados na Operação Cadeia Velha, que investiga a corrupção entre parlamentares e empresas de ônibus, com recebimento de propinas. O esquema consistiria na organização de uma “caixinha” da Fetranspor, que seria, na verdade, propina para favorecer as empresas de ônibus do Estado. Eles são todos do PMDB.

Por 39 votos a favor da soltura, 19 pela manutenção da prisão e uma abstenção, a Alerj, no entanto, reverteu a decisão da Justiça e os peemedebistas agora responderão ao processo em liberdade.

 



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