Alunos da Unifesp sofrem perseguição por criticar professores que apoiam Bolsonaro

Professores da instituição são colaboradores do deputado federal e o ajudam a elaborar seu plano econômico de governo Por Brasil de Fato...

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Professores da instituição são colaboradores do deputado federal e o ajudam a elaborar seu plano econômico de governo

Por Brasil de Fato

Os professores  da Unifesp, a Universidade Federal de São Paulo, Abraham Weintraub e Arthur Bragança Weintraub estão no centro de um debate dentro do campus de Osasco que abriga a Escola Paulista de Política, Economia e Negócios.

Ambos são colaboradores do deputado e presidenciável Jair Bolsonaro do PSC-RJ (Partido Social Cristão). No dia 13 de novembro, o deputado lançou em sua página do Facebook oficial uma nota defendendo um Banco Central independente assinada pelos professores da Unifesp.

Os Weitraubs fazem parte do “time” de especialista que estariam ajudando Bolsonaro a formular as bases de seu plano econômico e de governo.  A nota afirma que “o primeiro passo é um BC independente, com mandato e metas de inflação claras, aprovadas pelo Congresso Nacional, para nunca mais um populista colocar em risco o orçamento das famílias brasileiras”.

Dias depois da nota, estudantes dos centros acadêmicos de Economia e Relações Internacionais e do diretório acadêmico XIV de março lançaram posicionamento público em desagravo ao apoio dos professores ao candidato à presidência do PSC.

Entre outros aspectos, a nota dos estudantes afirma que não é apenas a proposta econômica ali apresentada que deve ser debatida, mas o posicionamento do deputado: “O problema fundamentalmente reside em normalizar o candidato como legítimo e que supostamente merece nosso diálogo, pois compreendemos que o candidato não está de acordo com as primícias básicas de respeito aos Direitos Humanos e do ensino público, gratuito e socialmente referenciado”.

Os dois professores responderam à nota dos estudantes em tom jocoso e desvirtuam o conteúdo do debate afirmando que os alunos de economia “puxam a média do campus para baixo” e que “esperam ansiosamente pela ditadura do proletariado”.

Depois do ocorrido, estudantes afirmam que estão recebendo ameaças de seguidores do deputado.

Em nota ao Brasil de Fato, a Unifesp afirmou não ser conivente com qualquer forma de violência. “A liberdade de expressão, a pluralidade de ideias e o debate respeitoso e não violento são princípios básicos em qualquer instituição de ensino democrática, apartidária e laica”.

 



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