Presidente da EBC faz piadas sobre racismo com Tais Araújo

Laerte Rimoli, que trabalhou na coordenação da campanha de Aécio, compartilhou pelo menos três postagens ironizando a fala da atriz

2505 0

Laerte Rimoli, que trabalhou na coordenação da campanha de Aécio, compartilhou pelo menos três postagens ironizando a fala da atriz

Da Redação

Depois de William Waack ser demitido da Globo por racismo e o secretário de Educação do Rio de Janeiro, César Benjamin, classificar a fala da atriz Tais Araújo de “idiotice”, agora foi a vez do Diretor-Presidente da Empresa Brasileira de Notícias (EBC), Laerte Rimoli, tentar fazer graça com o assunto em sua conta no Facebook.

Tais Araújo disse em palestra gravada no TEDxSãoPaulo, em 12 de agosto e divulgada no último sábado (18) que “no Brasil, a cor do meu filho é o que faz com que as pessoas mudem de calçada, segurem suas bolsas e blindem os seus carros”.

O presidente da EBC compartilhou pelo menos três postagens ironizando a fala da atriz:

A Fórum pediu para que ele comentasse as postagens e até o momento não obteve respostas. Entramos também em contato com a EBC que, até o momento, não respondeu.

Nomeado por medida provisória

Rimoli foi nomeado para presidência da EBC em setembro de 2016, através de uma medida provisória de Temer. Ele substitui o jornalista Ricardo Melo, nomeado por Dilma Rousseff e que havia sido exonerado em maio de 2016, quando Michel Temer assumiu interinamente a Presidência da República durante o processo de impeachment.

Melo conseguiu retornar ao posto por meio de uma liminar do Supremo Tribunal Federal, mas saiu após a decisão provisória ser cassada pelo ministro da corte Dias Toffoli.

O estatuto previa mandato fixo para a diretoria da EBC. A medida provisória de Temer mudou o texto, permitindo que fosse trocada a direção da empresa.

Ele trabalhou também na coordenação da comunicação da campanha de Aécio Neves na eleição de 2014. Anteriormente, o jornalista foi chefe da assessoria de Comunicação Social do Ministério do Esporte e do Turismo durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1 de janeiro/1995 – janeiro/2003).



No artigo

x