Intolerância religiosa: Terreiro de candomblé é depredado e incendiado em Luziânia

Polícia Civil vai fazer perícia no local para tentar identificar pistas e identificar suspeitos. Até o momento, ninguém havia sido preso. A hipótese principal indica que o incêndio tenha sido criminoso e praticado por alguém que já conhecia o local.

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Polícia Civil vai fazer perícia no local para tentar identificar pistas e identificar suspeitos. Até o momento, ninguém havia sido preso. A hipótese principal indica que o incêndio tenha sido criminoso e praticado por alguém que já conhecia o local.

Da Redação*

Mais uma vez, um terreiro de candomblé foi depredado e incendiado, desta vez em Luziânia, no entorno do Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, a principal suspeita é que o ataque tenha sido uma manifestação de intolerância religiosa. Na propriedade, moram 14 pessoas da mesma família, mas, felizmente, ninguém se feriu.

De acordo com a Caroline Matos, a polícia vai fazer perícia no terreiro para tentar identificar pistas e identificar suspeitos. Até o momento, ninguém havia sido preso. Ela investiga a hipótese de o incêndio tenha sido criminoso e praticado por alguém que já conhecia o local.

“A primeira linha de investigação é justamente a questão da intolerância religiosa. A gente não pode fazer afirmativas ainda de que tenha sido mesmo o que aconteceu”, disse.

O ataque ocorreu na madrugada de quarta-feira (22). A sala onde ficavam as imagens e orixás foi destruída pelo fogo. Em um anexo onde fica a cozinha, objetos foram revirados e quebrados. As roupas usadas nas celebrações religiosas foram reviradas. A família acredita que os criminosos não colocaram fogo nas roupas porque não tiveram tempo.

A mãe-de-santo Rosimeire Correia disse que o fogo começou no meio da noite, quando todos já estavam dormindo. Ela conta que esta é a segunda vez que o terreiro é alvo de ataques. A primeira vez ocorreu em 2013, quando criminosos agiram da mesma forma, quebrando objetos e incendiando o local.

A dona de casa Viviane Correia mora na propriedade e afirma que tem medo de que ela e a família sejam alvos de agressões e de intolerância. “Danos materiais se vão, mas a gente recupera de novo. E se acontecer com a gente uma repressão pior?”, desabafou.

*Com informações do G1

 Foto: TV Anhanguera/Reprodução

 



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