Mulheres sem terra ocupam fazenda de médico estuprador

Roger Abdelmassih foi produtor de laranja e chegou a ser dono de 18 fazendas na região de Avaré, interior de SP.

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Ato simboliza o Dia Internacional de combate à violência contra as mulheres. Roger Abdelmassih foi produtor de laranja e chegou a ser dono de 18 fazendas na região de Avaré, interior de SP.

Da Redação

Em pleno Dia Internacional de combate à violência contra as mulheres, 25 de novembro, cerca de 200 mulheres do Movimento Sem Terra (MST), ocuparam uma fazenda em Avaré, interior de São Paulo. O ato ganha um tom simbólico pelo fato da propriedade ser do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos por ter praticado 48 estupros a 37 mulheres.

“As mulheres sem-terra seguem em luta pelo direito à terra e por uma política de reforma agrária; contra o machismo e a violência contra as mulheres e LGBTs; e contra a cultura do estupro”, declarou, em nota, o MST.

Roger Abdelmassih chegou a ser dono de 18 fazendas de cultivo de laranja na região de Avaré, controladas por sua empresa, a Agropecuária Sovikajumi. Em 2004, chegou a receber o título de cidadão avareense, que posteriormente foi revogado após as denúncias de estupro. O médio é sogro de José Luiz Cutrale, um dos maiores exportadores de suco de laranja do mundo, que é denunciado pelo MST desde 2009 como grileiro invasor de terras públicas da União na região de Iaras, Agudos e Borebi.

Esta fazenda de Avaré foi monitorada pela Polícia Civil e documentos encontrados ali teriam ajudado na captura de Abdelmassih, que estava foragido no Paraguai, em 2014. Até o momento, a defesa de Abdelmassih não se manifestou sobre a ação do MST.

Fotos: Divulgação/MST e Secretaria Nacional De Antidrogas do Paraguai



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