Exposição usa “black face” para discutir racismo e irrita comunidade negra antes mesmo da abertura

A criadora da mostra, a ex-consulesa da França no Brasil, Alexandra Loras, escureceu a pele e tentou dar traços de pessoas negras a figuras brancas conhecidas da política brasileira como o objetivo de fazer...

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A criadora da mostra, a ex-consulesa da França no Brasil, Alexandra Loras, escureceu a pele e tentou dar traços de pessoas negras a figuras brancas conhecidas da política brasileira como o objetivo de fazer uma “reflexão sobre o protagonismo do negro na sociedade brasileira”

Por Redação

Vem causando polêmica nas redes sociais, nos últimos dias, o anúncio da abertura da exposição Pourquoi pas? (“Por que não?”, em português), da ex-consulesa da França no Brasil, Alexandra Loras. A mostra colocará em destaque fotos de pessoas brancas conhecidas da política nacional com a pele escurecida e com traços de pessoas negras – prática conhecida como “black face” que, para muitos, é considerada racista.

“Como artista negra, meu objetivo é fazer uma reflexão sobre o protagonismo do negro na sociedade brasileira sem dar qualquer conotação pejorativa aos personagens retratados, mas sim mostrar como o eurocentrismo atual é chocante e absurdo para os negros, pois não somos representados de maneira digna, respeitosa e igualitária”, justificou Loras.

A mostra acontece 2 e 22 de dezembro na galeria Rabieh, em São Paulo. Antes mesmo da abertura, no entanto, a exposição já vem sendo alvo de críticas por parte de negros e negras.

“Ser preto não é ser pintado de preto. Pintar personalidades de preto, não é provocador… é caricato, inútil, cafona e não diz nada para ninguém. Nem para o preto é muito menos para o branco”, alertou a militante e arquita Joice Berth em um post no seu perfil no Facebook.

“Há um processo incessante de reconstrução do imaginário negro que foi perdido. Produzir imagens de pessoas brancas pintadas de “negras” é um retrocesso na luta de regaste e valorização da população negra. Não faz sentido algum atribuir negritude à figuras que potencializam o genocídio das pessoas negras. Não há“,  protestou Renata Martins cineasta, roteirista premiada e criadora do projeto Empoderadas.

No Instagram da ex-consulesa, onde foi anunciada a exposição, também foi aberta uma discussão sobre racismo e black face.

Confira.

Você sabe quem é?

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*Com informações do portal Mundo Negro



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