Mais um julgamento do caso do fotógrafo Sérgio Silva é marcado para esta quarta-feira

Sérgio perdeu um olho por conta de um tiro de bala de borracha disparado pela PM em junho de 2013 e pede reparação do Estado. Na primeira audiência, juiz o considerou “culpado” pela perda...

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Sérgio perdeu um olho por conta de um tiro de bala de borracha disparado pela PM em junho de 2013 e pede reparação do Estado. Na primeira audiência, juiz o considerou “culpado” pela perda do próprio olho

Por Redação

A Justiça paulista marcou para esta quarta-feira (29), às 9h30, uma nova audiência que julgará o recurso movido pela defesa do fotógrafo Sérgio Silva, que contesta decisão dada em 1ª instância em uma ação judicial impetrada por ele no qual reivindica que o Governo de São Paulo seja apontado como responsável pela perda parcial de sua visão. O julgamento será realizado na 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

A última audiência seria realizada em 27 de setembro, mas foi adiada a pedido desembargador-relator do caso.

Sérgio Silva tornou-se um símbolo da violência policial em manifestações. Ele estava cobrindo uma dos inúmeros protestos daquelas “jornadas de junho” de 2013, em São Paulo, quando foi atingido por uma bala de borracha disparada por um policial militar. Em decorrência do ferimento, Sérgio Perdeu o olho esquerdo.

Sérgio continuou atuando como fotógrafo e cobrindo manifestações e a causa social como um todo mas, naturalmente, exige uma reparação do estado, e por isso entrou na Justiça contra o governo de de São Paulo, responsável pela atuação da Polícia Militar, pedindo uma indenização R$1,2 milhões por danos.

Em 10 de agosto do ano passado, em uma primeira audiência, o juiz Olavo Zampol Junior indeferiu o pedido e responsabilizou o fotógrafo pela perda do próprio olho.

Com o adiamento do julgamento em segunda instância, Sérgio segue esperando justiça.

Em entrevista à Fórum, o fotógrafo disse estar preocupado, mas que tem esperanças, sim, de ser reparado. Leia mais sobre o assunto aqui.

 



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