Mulher, feminista e de esquerda: Essa é a nova primeira-ministra da Islândia, país com IDH entre os mais altos do mundo

Katrín Jakobsdóttir, do partido Esquerda Verde, é a mais nova chefe de estado da Islândia, país que não tem McDonald’s e nem exército e possui um dos melhores padrões de vida do mundo. Conheça  Por...

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Katrín Jakobsdóttir, do partido Esquerda Verde, é a mais nova chefe de estado da Islândia, país que não tem McDonald’s e nem exército e possui um dos melhores padrões de vida do mundo. Conheça 

Por Redação

Foi oficializado nesta quinta-feira (30) o novo governo da Islândia, que terá como principal líder a nova primeira-ministra, Katrín Jakobsdóttir, do movimento Esquerda Verde.

Aos 41 anos, mãe de três filhos, Katrín se tornou a segunda mulher a comandar o país europeu, que tem um dos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) mais altos do mundo.

Feminista, contra o porte de armas e socialista, a mais jovem mulher a assumir o cargo de primeira-ministra da Islândia tem um histórico de luta pela igualdade de gênero e pela distribuição de renda.

Sua popularidade no país vai muito de encontro com a sua atuação enquanto ministra da Educação e Cultura entre 2009 e 2013. Logo após a crise econômica mundial de 2008, Katrín foi uma das principais responsáveis pela recuperação da economia do país pois apostou na geração de renda através da arte, educação e cultura, em detrimento dos tradicionais métodos impostos pelo mercado financeiro. Para se ter uma ideia, a cultura passou a ser a principal fonte de renda dos irlandeses e, atualmente, 80% dos jovens do país tocam algum tipo de instrumento musical. Além disso, seus incentivos à arte e cultura fizeram com que o país se tornasse um dos principais exportadores de ilustrações para videogames.

Como primeira-ministra, uma de suas principais propostas é expandir o sistema público de saúde.

A Islândia, já há algum tempo, é um país com alto índice de desenvolvimento que atinge um estado de bem estar social sem apelar aos métodos do mercado. O país não tem exército e desde 2009 não possui nenhum restaurante da rede McDonald’s. A ilha nórdica é também o primeiro país do mundo a obrigar as empresas a pagarem salários iguais a homens e mulheres.



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