Jovem desabafa na web após ser novamente agredida pelo ex-namorado

Garota de Praia Grande, litoral de São Paulo, declarou que tentou pedir ajuda para a polícia, mas que não foi levada a sério; agressões acontecem há um ano.

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Garota de Praia Grande, litoral de São Paulo, declarou que tentou pedir ajuda para a polícia, mas que não foi levada a sério; agressões acontecem há um ano.

Da Redação*

Cansada de não ser ouvida, uma adolescente de 15 anos, moradora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, resolveu desabafar nas redes sociais, depois de sofrer mais uma agressão do ex-namorado que, segundo depoimento da menina, não aceita o término do namoro. De acordo com ela, nesta semana, o rapaz, que tem 21 anos, a agrediu utilizando um guarda-chuva. O desabafo viralizou após ser compartilhado em uma página sobre denúncias.

A menina declarou que decidiu publicar o texto por não ver mais solução para a situação. “Eu mandei o texto pois não tinha mais jeito, de forma nenhuma, nem de ir à polícia, nem de conversar com ele ou a família dele. Entra por um ouvido e sai pelo outro. Queria que ele e a família vissem, e também queria divulgar para ajudar outras pessoas que passam pela mesma coisa e deixar o povo alerta sobre o que se passa”, contou a jovem.

A mãe da adolescente, que é cabeleireira, explica que os dois moram na mesma rua, no bairro Esmeralda, e há um ano a menina resolveu terminar o relacionamento. Desde então, a mãe conta que o jovem persegue a menina e já disse que não vai sossegar enquanto ela não voltar para ele. “Ela vem do curso de ônibus e, quando chega no ponto, ele está esperando por ela. Nesta semana, ele puxou a mochila dela e bateu com um guarda-chuva”, conta a mãe.

Ainda segundo a cabeleireira, há um mês o rapaz invadiu sua casa para bater na adolescente e foi impedido pelo seu marido. “Ele derrubou o portão da minha casa. Sorte que o meu marido estava lá”, explica. A menina diz que o rapaz tenta se aproveitar de momentos em que ela está sozinha em casa para fazer ameaças. A adolescente tem apenas uma irmã mais velha que mora em São Paulo.

A família afirma que, por consideração, já tentou falar com os pais do menino, mas nada adiantou. Agora, eles esperam uma posição das autoridades. “Registramos um boletim de ocorrência na delegacia na última sexta-feira (1) e eles pediram para voltarmos em 10 dias na Delegacia da Mulher. Muita coisa pode acontecer em dez dias. Todas as vezes que eu liguei para o 190 pedindo socorro, ninguém apareceu. Já me disseram até que não encontraram o meu endereço. Tenho medo que o pior aconteça”, conta a mãe.

*Com informações do G1

Fotos: Arquivo Pessoal e Reprodução

 

 

 



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