Limites da matemática: UOL diz que rejeição a Temer para de subir

Pesquisa Datafolha indica que 71% da população avaliam o governo da pior maneira possível e o site tenta disfarçar o inegável, com a manchete: “Rejeição a Temer, de 71%, para de subir, mas economia preocupa”.

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Pesquisa Datafolha indica que 71% da população avaliam o governo da pior maneira possível e o site tenta disfarçar o inegável, com a manchete: “Rejeição a Temer, de 71%, para de subir, mas economia preocupa”.

Da Redação*

Nada menos do que 71% dos brasileiros rechaçam o governo de Michel Temer e apenas 5% o aprovam, segundo pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (3). Apesar dos números refletirem com absoluta clareza o quanto o peemedebista é mal avaliado pela população, o UOL tenta disfarçar o cenário de total descrédito do atual Executivo, com a manchete: “Rejeição a Temer, de 71%, para de subir, mas economia preocupa”.

A verdade, sem rodeios, é que o governo Michel Temer continua sendo muito mal avaliado pelos brasileiros, e com razão. A variação de dois pontos para baixo do registrado no levantamento de setembro (a rejeição era 73%) está dentro da margem de erro, ou seja, não significa que a opinião da população em relação ao peemedebista tenha melhorado. Os que acreditam que o governo é regular chegam a 23%, e apenas 5% o aprovam como ótimo ou bom.

Outra mostra de que o quadro piorou muito após o impeachment de Dilma Rousseff (PT) é um simples contraste. Em dezembro de 2016, o Datafolha aferiu a comparação dos governos de Temer e de Dilma. Naquele momento, 40% achavam o peemedebista pior; agora os números dispararam e chegaram a 62%. Creem que Temer faz melhor gestão 13% (contra 21% antes) e que registra igual desempenho 23% (ante 34% no ano passado).

Nas últimas semanas, o governo tem adotado um discurso otimista, o que não convence a população, ainda segundo os índices do Datafolha. A pesquisa indica que 60% dos ouvidos esperam que a inflação vá piorar, contra 56% em setembro. Acham que ficará onde está 24% (27% no levantamento anterior) e que o índice cairá os mesmos 11% de antes.

Subiu, também, o percentual de pessoas que consideram a ameaça de perder o emprego como a fator que mais preocupa: passou de 26% para 31%. Aqueles que não se sentem afetados por isso oscilaram de 41% para 42% dos ouvidos. Outros indicadores aferidos mostram pessimismo do brasileiro.

Caiu bastante de setembro para cá, por exemplo, o índice de pessoas que acham que haverá alguma melhoria no seu poder de compra – de 25% para 19%. A sensação de que a economia ficará como está nos próximos seis meses ocorre para 37%, enquanto 32% esperam piora e 27%, melhoria.

Evidentemente, a percepção dos efeitos da crise econômica difere entre os mais ricos e os mais pobres. No primeiro grupo, 31% avaliam que sua situação econômica pessoal piorou, e 42% acham isso do país como um todo. Já entre os mais pobres, 68% veem o país em uma situação pior, e 60% acreditam na deterioração de suas condições pessoais.

A saúde permanece como o principal problema do Brasil. Um quarto dos ouvidos citou a questão como prioritária, enquanto 19% falaram em desemprego e 15%, em corrupção como flagelo. O último índice apresentou uma queda abrupta desde julho de 2016, quando era considerado o principal problema brasileiro – 32% dos entrevistados então fizeram essa avaliação.

*Com informações da Folha de S.Paulo

Foto: Lula Marques/AGPT



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