Centenas de sem-teto do MTST ocupam secretaria de Habitação de SP por tempo indeterminado

Protesto é uma resposta à inércia do governo Alckmin em negociar com a ocupação Povo Sem Medo em São Bernardo do Campo, que conta com mais de 8 mil famílias reivindicando por moradia Por Redação...

1127 0

Protesto é uma resposta à inércia do governo Alckmin em negociar com a ocupação Povo Sem Medo em São Bernardo do Campo, que conta com mais de 8 mil famílias reivindicando por moradia

Por Redação

Centenas de homens e mulheres do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam na tarde desta quarta-feira (6) o prédio da secretaria estadual de Habitação de São Paulo.

O protesto é uma resposta à inércia do governo em negociar com a ocupação Povo Sem Medo em São Bernardo do Campo, em que mais de 8 mil famílias estão acampadas e reivindicando por moradia. Há meses que o MTST busca uma resposta do governo estadual.

No  final de outubro, uma marcha reunindo milhares de sem teto foi da ocupação em São Bernardo do Campo até o Palácio dos Bandeirantes para exigir uma resposta do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Desde então o movimento aguarda resposta.

Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, garantiu que o acampamento permanecerá na secretaria de Educação por tempo indeterminado.

Confira a nota do MTST sobre o protesto de hoje.

Mais de 900 pessoas da ocupação Povo Sem Medo de São Bernardo ocuparam nesta tarde a sede da Secretaria Estadual de Habitação de SP buscando uma solução para o caso.

Depois da marcha de São Bernardo até o Palácio dos Bandeirantes, no dia 31 de outubro, abriu-se um processo de negociação com o estado, mas até agora não se chegou a resultados concretos.

Na próxima segunda-feira ocorrerá a reunião do Gaorp/TJ que decidirá sobre o destino da ocupação.

Por isso a manifestação de hoje. O Movimento permanecerá por tempo indeterminado acampado na Secretaria, buscando uma solução que assegure o direito à moradia das 8 mil famílias que ocupam o terreno e evite um despejo, que seguramente se transformaria numa tragédia social.



No artigo

x