MPE e Siemens tentam acordo de R$ 1 bilhão no caso das licitações do Metrô e CPTM

O termo se refere apenas às ações referentes à formação de cartel para atuar em licitações dos trens de São Paulo. As empresas superfaturavam em até 30% o preço das obras e dos trens.

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O termo se refere apenas às ações referentes à formação de cartel para atuar em licitações dos trens de São Paulo. As empresas superfaturavam em até 30% o preço das obras e dos trens.

Da Redação*

O Ministério Público Estadual de São Paulo e a multinacional alemã Siemens voltaram a sentar à mesa de negociação para fechar acordo para suspender as ações contra a empresa na esfera civil, envolvendo as apurações do caso conhecido como o cartel dos trens. O acordo prevê um pagamento de uma multa superior a R$ 1 bilhão. O valor se refere às ações movidas contra a empresa, que tiveram origem nas investigações que apuram a ocorrência de crimes em licitações envolvendo Metrô e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O acordo, no entanto, divide promotores.

Advogados da multinacional alemã estiveram reunidos na semana passada com promotores do Patrimônio Público de São Paulo e o procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio. Os detalhes ainda não estão acertados entre as duas partes. O Estado apurou que a multinacional, além de pagar multa, vai admitir a prática de ilícitos. O termo se refere apenas às ações referentes à formação de cartel para atuar em licitações dos trens de São Paulo. Segundo as investigações, as empresas superfaturavam em até 30% o preço das obras e dos trens.

Apesar de estar em fase avançada de negociação, o acordo com a Siemens não é unanimidade entre os promotores. Uma ala da Promotoria ainda não aceita a resistência que a multinacional tem apresentado em delatar agentes públicos e políticos supostamente envolvidos no esquema. Fontes no Ministério Público informam, entretanto, que o acordo está próximo de ser fechado. Nem todos os promotores responsáveis por ações contra a Siemens foram consultados ou concordam com termos que estão sendo negociados.

Não é a primeira vez que a empresa alemã tenta um acordo. Em 2016, por intermédio do escritório Trench Rossi Watanabe, a multinacional consultou promotores do Patrimônio Público, alegando que queria colaborar com as investigações. As tratativas, no entanto, teriam emperrado porque a empresa não aceitou o reconhecimento de culpa e, mais uma vez, hesitou em apontar agentes públicos e políticos envolvidos aos investigadores.

*Com informações do Estado de S.Paulo e da Revista Ferroviária

Foto: Wikipedia

 



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