Geraldo Alckmin breca metade das emendas de deputados

O governador tucano de São Paulo não liberou metade do orçamento destinado a emendas dos deputados estaduais nos últimos três anos e meio. Representantes do PSDB são os que mais emendas conseguiram desbloquear.

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O governador tucano de São Paulo não liberou metade do orçamento destinado a emendas dos deputados estaduais nos últimos três anos e meio. Representantes do PSDB são os que mais emendas conseguiram desbloquear.

Da Redação*

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) não liberou metade do orçamento destinado a emendas dos deputados estaduais nos últimos três anos e meio. Do total previsto pela Assembleia Legislativa de R$ 752 milhões em programas e investimentos indicados por deputados nos municípios onde eles mantêm seus redutos eleitorais, o governador tucano liberou apenas R$ 383,6 milhões entre janeiro de 2014 a junho deste ano.

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Segundo as informações levantadas pelo jornal Estado de S. Paulo, os representantes do PSDB, mesmo partido de Alckmin, são os que mais emendas conseguiram desbloquear no período pesquisado: 1.114 de um total de 3.687. Na média, foram 27,2 liberações por deputado – a conta inclui parlamentares também da legislatura passada – a um custo de R$ 112 milhões, quase 30% de todo o investimento.

O campeão em valores liberados foi o deputado Estevam Galvão (DEM), que teve um número menor de emendas liberadas (75), mas com valores mais altos, chegando a R$ 7,8 milhões. Em seguida, neste ranking, está o tucano Fernando Capez, que presidiu a Assembleia nos anos de 2015 e de 2016, com um total de 112 indicações ao custo de R$ 6,8 milhões.

Em número de emendas, o deputado mais contemplado no período foi Orlando Bolçone (PSB), que conseguiu autorização de Alckmin para firmar 130 convênios com prefeituras no valor de R$ 6,8 milhões.

No ranking dos municípios atendidos, São Paulo é o mais beneficiado, com 109 emendas que alcançaram o valor de R$ 12 milhões, o que equivale a R$ 1 por morador da capital. Do lado oposto está a cidade de Nova Canaã Paulista, cidade com pouco mais de 2 mil habitantes a 640 km da capital, que recebeu R$ 28 mil em apenas uma emenda de 2014 para cá.

Em 2018, com a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleceu o Orçamento Impositivo, o governador – seja Alckmin ou o vice, Márcio França (PSB), que deve assumir em abril –, não poderá mais segurar a cota de recursos a que cada parlamentar tem direito a indicar. Em 2018, esse valor será de R$ 4,9 milhões, contra os R$ 2 milhões atuais.

*Com informações do Estado de S.Paulo e do Brasil 247

Foto: Fotos Públicas

 



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