“Nunca o conservadorismo foi tão despudorado”, diz Zuenir Ventura

"No Brasil, ninguém se dizia de direita, porque tinha vergonha de ser direita. Agora vivemos a época em que o conservadorismo está mais visível”, afirmou o jornalista e escritor.

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“No Brasil, ninguém se dizia de direita, porque tinha vergonha de ser direita. Agora vivemos a época em que o conservadorismo está mais visível”, afirmou o jornalista e escritor.

Da Redação*

O jornalista e escritor Zuenir Ventura criticou o avanço do conservadorismo no mundo e no Brasil. Autor do best-seller “1968, O Ano que Não Terminou”, faz daquele ano revolucionário e seu espólio. “Tivemos muitos avanços, principalmente na luta pelos direitos das mulheres, dos negros, dos gays; mas estamos vivendo um momento em que o conservadorismo perdeu a vergonha”, diz Ventura, em entrevista à colunista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo.

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Segundo Zuenir, em 1968, a ambição era fazer uma revolução política, mas o que houve foi uma revolução de comportamento cultural. “Éramos contra o autoritarismo nas relações de casal, na escola, no trabalho. Agora, as pessoas dizem que a liberalização foi longe demais. É aquele pessoal que diz: não tenho preconceito contra gays, tenho amigos gays, mas casamento, aí já é demais…”, afirma.

“No Brasil, ninguém se dizia de direita, porque tinha vergonha de ser direita. Agora vivemos a época em que o conservadorismo está mais visível, nunca o conservadorismo foi tão despudorado. Acabar com o comunismo no Brasil foi fácil, o problema hoje é acabar com o anticomunismo. Temos militância anticomunista como se o comunismo não tivesse acabado há muito tempo”, diz o escritor.

*Com informações da Folha de S.Paulo e do Brasil 247

Foto: Commons



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