Promessas do governo Alckmin: como andam?

Listamos as principais promessas de mobilidade feitas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) nas eleições de 2014 e qual a condição atual dos empreendimentos Por Luiz Henrique Dias...

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Listamos as principais promessas de mobilidade feitas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) nas eleições de 2014 e qual a condição atual dos empreendimentos

Por Luiz Henrique Dias

O governo do estado de São Paulo é conhecido por não entregar obras no prazo ou ainda por nem mesmo iniciar obras prometidas, muitas delas essenciais para o desenvolvimento da Região Metropolitana.

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Abaixo, listamos as principais promessas de mobilidade feitas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) nas eleições de 2014 e qual a condição atual dos empreendimentos.

Trem intercidades Santos-Americana e Santos-Taubaté

Status: não será feito

Boa parte do trecho percorreria trilhos paralelos a linha 7 – Rubi da CPTM, mas não há viabilidade técnica. Outra parte foi concebida para passar em áreas da União, que não autorizou a implantação.

Linha 6 – Laranja do Metrô

Status: obras paradas

Um verdadeiro bode na sala dos governos do PSDB. Prevista para ligar a Brasilândia ao sul da cidade, já teve aporte de R$ 2 bilhões do governo e um verdadeiro calote das empresas vencedoras da licitação.

Trecho Norte do Rodoanel

Status: inacabado

Previsto para ligar a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães até a Fernão Dias e a Dutra, com acesso ao Aeroporto de Guarulhos, está atrasado e sem previsão certa para a entrega. Além disso, desabamentos, denúncias de corrupção e superpagamentos de indenizações durante desapropriações mancharam as obras.

Conexão (via trilhos) dos os aeroportos de Congonhas e Guarulhos

Status: parte inacabada e parte parada

A ligação ao aeroporto de Guarulhos será – de acordo com o governo – entregue em 2018, mas a obra chega apenas até “perto” dos terminais de embarque. Os usuários terão que fazer parte do trajeto de ônibus. Congonhas está mais isolado do que nunca: a Linha 17 (o famoso monotrilho inacabado) está com obras abandonadas e sem previsão de retomada. Além disso, o projeto está mais caro e, se for entregue um dia, chegará apenas ao Morumbi e não mais a Paraisópolis, como estava previsto.

Monotrilho até Cidade Tiradentes

Status: incompleto

O projeto foi modificado e ficou (bem) menor que o previsto. Cidade Tiradentes, um dos bairros mais populosos da capital, não será atendido e os moradores continuarão sobrecarregando o sistema de ônibus. Além disso, engenheiros contestam o modelo de monotrilho sobre pneus, considerado inadequado para a demanda de São Paulo. Há ainda uma extensão prometida para o ABC, mas não teve sequer início e segue sem previsão.

Sistema Integrado Metropolitano da Baixada Santista

Status: incompleto

O VLT foi implantado em apenas metade do trecho previsto e o BRT da Praia Grande não tem previsão alguma de quando vai sair do papel.

Terminar a Linha 5 – Lilás

Status: incompleto

Com as três estações inauguradas em 2017, apenas metade da extensão da linha está concluída. Ainda faltam sete estações e um pátio de manutenção e manobras. O Governo tenta privatizar a operação, mas tem encontrado problemas jurídicos.

Corredores metropolitanos de média capacidade (ônibus)

Status: promessa cumprida

As ligações entre Guarulhos e Itapevi a capital estão prontos e operando.

Linha 4 – Amarela (até Taboão da Serra)

Status: atrasada e incompleta

Não chegará mais a Taboão da Serra e as estações Mackenzie, Oscar Freire, Morumbi e Vila Sônia estão eternamente em obras. O Governo promete entregar em 2018, mas essa é a quinta previsão.

Linha 2 – Verde (até Guarulhos)

Status: não será feita

Guarulhos e São Paulo têm, entre si, o maior fluxo intercidades da América Latina e precisam ser conectadas por trilhos e transportes de alta capacidade. A proposta de ligar a Vila Prudente, na capital, ao Shopping Internacional ou ao Centro de Guarulhos chegou a parecer realidade, mas o governo do estado literalmente abandonou o projeto.

O governo Alckmin nunca entregou uma obra no prazo e tem mostrado, a cada ano, escolher sempre regiões mais ricas para aportes de investimentos.

Foto: Sérgio Vale/Secom



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