Corregedoria da PF não vê irregularidades em operação na UFMG

Os questionamentos que chegaram à Corregedoria diziam respeito às conduções coercitivas, mas nenhum com elementos suficientes para justificar a abertura de investigação na corporação

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Os questionamentos que chegaram diziam respeito às conduções coercitivas, entre elas do reitor da UFMG, Jaime Arturo Ramírez. Nenhum deles, segundo a Corregedoria, têm elementos suficientes para justificar a abertura de investigação na corporação

Da Redação*

A coluna de Lauro Jardim informa que a Corregedoria-Geral da Polícia Federal não encontrou nenhum indício de abuso, irregularidade ou erro de procedimento que ensejasse uma apuração interna sobre a Operação Esperança Equilibrista, que investigou desvios na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Os questionamentos que chegaram à Corregedoria diziam respeito às conduções coercitivas, mas nenhum com elementos suficientes para justificar a abertura de investigação na corporação.

No dia 6 de dezembro, a PF cumpriu mandados para averiguar desvios na construção do Memorial da Anistia Política do Brasil, sob responsabilidade da universidade. A acusação é que teriam sido gastos quase R$ 15 milhões a mais do que o previsto inicialmente.

“Esperança Equilibrista”

A operação da PF que acabou com a condução coercitiva do reitor da UFMG, Jaime Arturo Ramírez, e vários de seus auxiliares, no início de dezembro do ano passado, teve grande repercussão negativa, tanto dentro quanto fora do país.

Parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara e no Senado lançaram nota repudiando a operação da PF.

A ex-presidente Dilma Roussef lamentou a operação “espalhafatosa” da polícia na Universidade Federal de Minas Gerais. Sobre a operação, Dilma disse: “Sombra do estado de exceção continua a se projetar sobre as instituições”.

Já o governador do Maranhão, Flávio Dino, disse que operação foi a “Aliança entre o demônio do fascismo e a lógica da civilização do espetáculo”.

O diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos, classificou como “despropositada e ilegal” a condução coercitiva do reitor.

João Bosco e Aldir Blanc, autores da canção “O Bêbado e a Equilibrista”, usada para batizar a operação, também se manifestaram. Bosco disse: “Não autorizo, politicamente, o uso dessa canção por quem trai seu desejo fundamental”. Já Aldir Blanc, em tom mais sarcástico, sugeriu a canção, também da dupla, “De Frente pro Crime”, para batizar a hipotética operação que prenderia Temer e Aécio.

De acordo com relatos, policiais invadiram a casa do reitor no momento em que ele saía do banho, enrolado numa toalha. Ele pediu tempo para trocar de roupa, e um dos policiais lhe respondeu, ríspido: “o senhor não tem mais direito à privacidade”.

*Com informações da coluna de Lauro Jardim



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