Escola diz que não negou vaga à filha de Tico Santa Cruz; músico contesta

Mônica Bezerra, coordenadora da instituição de ensino Carolina Patrício, no Rio de Janeiro, alega que houve um mal-entendido e que haveria vagas em outras unidades, mas o músico garante que não foi informado disso em momento nenhum.

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Mônica Bezerra, coordenadora da instituição de ensino Carolina Patrício, no Rio de Janeiro, alega que houve um mal-entendido e que haveria vagas em outras unidades, mas o músico garante que não foi informado disso em momento nenhum.

Por Lucas Vasques

Mônica Bezerra, coordenadora da Escola Carolina Patrício, no Rio de Janeiro, negou que a instituição de ensino não tenha aceitado a filha do músico Tico Santa Cruz por questões pessoais ou perseguição política. Segundo ela, tudo não passou de um grande mal-entendido. “Não há vagas para nenhuma criança no terceiro ano na unidade que ele queria, a Barra da Tijuca, pois as matrículas começaram em outubro e foram totalmente preenchidas. No entanto, eu ia dizer a ele que existem vagas em outras duas de nossas unidades (São Conrado e Recreio), mas não houve tempo, pois ele estava muto exaltado e aborrecido ao telefone”, afirmou.

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No entanto, Tico Santa Cruz disse que a história não é bem assim. “Em momento nenhum eu e a Luciana fomos informados de que havia vaga em outras unidades. Quando recebemos a ligação de uma funcionária, ela foi categórica ao dizer que não havia vaga na escola”, afirmou o músico.

A coordenadora conta que o caso começou quando ela foi procurada por Tico e a esposa Luciana, tentando matricular no quarto ano a filha Bárbara, diagnosticada com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade). “A menina completou o terceiro ano em um escola internacional. De acordo com nossa prática, solicitamos que ela fizesse um teste de avaliação, mas ela não atingiu o mínimo necessário. Então, a família solicitou que ela refizesse o terceiro ano. Como não temos o costume da prática da recolocação de alunos, coloquei que o pedido precisava ser avaliado, além de ver a disponibilidade de vagas. Ficamos de entrar em contato depois”.

No dia seguinte, segundo Mônica, uma funcionária responsável pelas matrículas telefonou para a família para avisar que não havia vagas na unidade desejada. Tico também contesta a informação. “A verdade é que minha esposa ligou nesta terça-feira (2) e conversou cerca de 40 minutos com a Mônica, que se mostrou muito solícita. Na oportunidade, ela garantiu que havia vaga para o período da tarde na unidade Barra da Tijuca e que ligaria no dia seguinte para transmitir os procedimentos necessários para a nova avaliação. No dia seguinte, quarta (3), minha esposa recebeu um telefonema de uma funcionária da escola que, simplesmente, falou que não havia vaga. Luciana disse que gostaria de falar com a Mônica, pois havíamos tratado o assunto desde o início com ela. Fomos informados de que ela não se encontrava na escola. Achei estranho e, por isso, menos de um minuto depois, usei outro telefone, liguei utilizando um nome diferente do meu e ela atendeu”.

Mônica afirmou que estava acompanhando os trabalhos de manutenção na escola quando a esposa de Tico pediu para falar com ela e no momento em que ele telefonou já havia retornado. “Ele imaginou que não quis atendê-lo. Nossa escola não tem preconceito de qualquer ordem. Trabalhamos valores com os alunos relacionados à diversidade e ao convívio com as diferenças. Temos crianças com síndrome de Down, autismo, dislexia, mobilidade reduzida e, inclusive, TDAH”.

Interpretações

O músico diz que o comportamento da escola deu margem a algumas interpretações. “É óbvio que fiquei aborrecido. Tratamos com a Mônica durante 40 minutos no dia anterior e depois ela manda outra pessoa fazer contato e dizer que não havia vaga. Dá brecha à interpretação de que foi algo pessoal, embora não possa afirmar, ou que ela não queria dar a notícia para nós. Eu falei para ela: ‘Mônica, estou começando a achar que é pessoal’. Foi quando ela foi categórica: ‘Não fazemos recolocação de alunos nessa escola’. A coordenadora, por sua vez, disse que “se tivéssemos condições de oferecer a eles a vaga em outras unidades, talvez a Bárbara ficasse conosco, pois a recolocação do aluno é uma prática legal e poderíamos fazer a equivalência de currículo, uma vez que ela saiu de outra escola”, completou.

Tico Santa Cruz achou o caso desproporcional. “A própria Mônica poderia ter ligado para a Luciana e dito que não havia vaga por tais motivos. Eu só interferi quando achei que algo estava errado. Foi desnecessário. Fomos conhecer a escola e achei o lugar ótimo, mas faltou profissionalismo”, completou o músico.

Foto: Reprodução

 



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