Grupo Record relança selo feminino Rosa dos Tempos com Márcia Tiburi

O selo Rosa dos Tempos será reativado já com um título de Márcia Tiburi: “Feminismo em Comum – para falar do feminismo com todas, todxs e todos” Por Redação...

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O selo Rosa dos Tempos será reativado já com um título de Márcia Tiburi: “Feminismo em Comum – para falar do feminismo com todas, todxs e todos”

Por Redação

O Grupo Editorial Record, que detém a Editora Record, anunciou esta semana que reativará o seu selo feminino “Rosa dos Tempos”, lançado como editora em 1990 por Rose Marie Muraro e Ruth Escobar e extinto, já como selo do Grupo Record, em 2005.

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Quando lançada como editora, a Rosa dos Tempos tinha como objetivo dar voz às mulheres em uma época em que pouco se falava sobre feminismo. Em 2005, de acordo com a atual gerente de marketing do Grupo Record, Rafaella Machado, havia a falsa ideia de que as mulheres já tinham alcançado a igualdade de direitos e a liberdade.

“Faltava um espaço para a feminista moderna, pós-liberação sexual. Esta nova geração do feminismo trouxe outros assuntos para a pauta. E já se fala abertamente deles, o que até o começo dos anos 2000 era mais difícil. Ninguém queria dizer ‘eu sou feminista’. Eu era feminista e não sabia. Mas, quando digo isso, as pessoas comentam: ‘Pô, mas você adora maquiagem'”, afirmou Machado em entrevista ao jornal O Globo.

A ideia da retomada do selo é reeditar publicações antigas – o selo chegou a lançar 170 títulos – e publicar livros novos que dialoguem com o feminismo moderno e abordem a questão de gênero.

O primeiro título, feito especialmente para o selo, já está pronto e com data de lançamento. Trata-se de “Feminismo em Comum – para falar do feminismo com todas, todxs e todos”, de Márcia Tiburi, que chega às livrarias no próximo dia 29.

“É um livro que escrevi especialmente para o Rosa dos Tempos, e a intenção dele é ser didático, comunicativo, aberto ao diálogo. Esta é uma das características dos textos feministas. Então, conto coisas que vivi e histórias de família para exemplificar o que acontece com outras mulheres. Casos como o espancamento da minha avó pelo meu avô, o desquite nos anos 1940, uma catástrofe na sociedade da aristocracia rural gaúcha”, disse.

Atualmente, 70% do público leitor no Brasil é composto por mulheres.



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