Cliente é presa após se recusar a ser atendida por negros em café de Salvador

"Sempre que nos aproximávamos, ela virava as costas", disse funcionário

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“Sempre que nos aproximávamos, ela virava as costas”, disse funcionário

Da Redação

Uma mulher de cerca de 60 anos foi presa em Salvador neste sábado (6), após se recusar a ser atendida por atendentes negros. O caso de racismo aconteceu na Delicatessen Bonjour, no bairro de Pituba. Uma outra cliente ficou indignada com a situação e o gerente da loja resolveu chamar a polícia.

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Segundo o funcionário Ubiratan Santos Souza, de 22 anos, “sempre que nos aproximávamos, ela virava as costas, fazia de conta que não tinha ninguém ali falando com ela. Se um colega de cor mais clara se aproximasse, ela aceitava o atendimento. Dessa vez foi necessário uma outra cliente se revoltar com a atitude dela para que a polícia fosse chamada”.

O gerente da loja, Paulo Sergio, disse ao jornal Correio que a cliente já havia destratado funcionários do local em ao menos outras duas ocasiões, com comentários considerados preconceituosos, mas desta vez passou dos limites.

E a mulher ainda ignorou um sargento da PM por ele ser negro. “Todas as vezes que tentava conversar, ela subia o vidro do carro, daí quando um colega de pele clara se aproximava e fazia uma tentativa de diálogo, ela aceitava”, relatou o PM.

Em nota, a delicatessen repudiou a atitude racista e disse ter ojeriza ao preconceito e orgulho de seus funcionários, em sua grande maioria, trabalhadores negros.

Na página do Facebook do café, alguns clientes criticaram a polícia só ter sido chamada quando uma outra cliente se indignou. “Uma loja que tolera atitudes racistas com seus funcionários e só toma uma atitude legal depois que uma cliente se manifesta, é no mínimo conivente”, escreveu a internauta Cláudia Calmon.

 

 



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