Documentos indicam que JBS pagou para promover fake news contra Leonardo Sakamoto

Alvo de reportagens sobre problemas trabalhistas e ambientais pela Repórter Brasil, ONG do jornalista, empresa dos irmãos Batista teria revidado, pagando para promover um link para uma página com acusações falsas contra o profissional.

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Alvo de reportagens sobre problemas trabalhistas e ambientais pela Repórter Brasil, ONG do jornalista, empresa dos irmãos Batista teria revidado, pagando para promover um link para uma página com acusações falsas contra o profissional.

Da Redação*

Documentos produzidos por ordem judicial sugerem que as empresas JBS e 4Buzz promoveram, por meio de anúncio pago no Google, a exposição de um texto difamatório contra o jornalista e ativista Leonardo Sakamoto, da ONG Repórter Brasil. As empresas, conforme papéis obtidos junto ao Google e à operadora de telefonia GVT, estariam por trás do patrocínio ao link “Leonardo Sakamoto Mente”, apresentado como primeiro resultado para pesquisas com os termos “Sakamoto”, “Leonardo Sakamoto” ou “Blog do Sakamoto” em 2015. As informações são de Ricardo Mendonça, da Folha de S.Paulo.

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A JBS foi alvo de reportagens do site da Repórter Brasil sobre problemas trabalhistas e ambientais. A empresa nega relação com o link ofensivo. Sua assessoria prometeu investigar internamente o que ocorreu. A 4Buzz também nega.

A história que liga as empresas ao ataque ao blogueiro começou em maio de 2015, quando a página “Leonardo Sakamoto Mente” passou a ser promovida. O link levava o internauta para o texto “Sakamoto recebe mais de R$ 1 milhão para chamar opositores de mercenários, denuncia Luciano Ayan”, abrigado no site FolhaPolítica.org. Sem autoria conhecida nem relação com a Folha, o FolhaPolítica tem 1,1 milhão de seguidores no Facebook. Mescla posts desfavoráveis ao PT com notícias falsas.

Sakamoto resolveu recorrer à Justiça para que o Google informasse quem havia contratado o anúncio. Em setembro, por determinação judicial, o Google informou que a ordem partiu da “JBS/AS”. Forneceu o endereço, um telefone e um e-mail da empresa. E um conjunto de IPs (Internet Protocols, espécie de RG da web), indicando as conexões à internet que operaram a conta que o contratou. Não informou, porém, quem pagou pelo anúncio. Numa outra etapa, a operadora GVT informou à Justiça que quase todos os IPs são da 4Buzz.

*Com informações da Folha de S.Paulo e do Brasil 247

Foto: Reprodução/Facebook



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