Haddad: “Comparar a Islândia com o Brasil de Temer é o mesmo que comparar a BBC com o Estadão”

O ex-prefeito de São Paulo comentou afirmação do editorial do Estadão de que a reforma trabalhista de Temer já garantiu às mulheres brasileiras equiparação salarial com os homens, antes da Islândia

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O ex-prefeito de São Paulo comentou afirmação do editorial do Estadão de que a reforma trabalhista de Temer já garantiu às mulheres brasileiras equiparação salarial com os homens, antes da Islândia

Da Redação

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, comentou afirmação do editorial do Estadão, desta segunda-feira (8), de que a reforma trabalhista de Temer já garantiu às mulheres brasileiras equiparação salarial com os homens, antes da Islândia.

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Haddad, que é citado no editorial, replicou o jornalão: “Comparar a Islândia com o Brasil de Temer é o mesmo que comparar a BBC com o Estadão”.

Veja abaixo o comentário de Hadadd e o editorial do Estadão:

Segundo a BBC, a Islândia tornou-se o primeiro país do mundo a OBRIGAR AS EMPRESAS A PROVAR que pagam todos os funcionários da mesma forma. A nova lei, que entrou em vigor no dia de Ano Novo, OBRIGA todas as empresas com mais de 25 funcionários a ter um CERTIFICADO que mostre que pagam igualmente a todos que tenham a mesma função- independentemente do seu gênero, sexualidade ou etnia.
Para o Estadão, o Brasil de Temer saiu na frente.
Em editorial o jornal defende que: “A principal novidade trazida pela reforma trabalhista a respeito do tema está no § 6.º do mesmo artigo. ‘No caso de comprovada discriminação por motivo de sexo ou etnia, o juízo determinará, além do pagamento das diferenças salariais devidas, multa, em favor do empregado discriminado, no valor de 50% do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social’, estabelece a Lei 13.467/2017”.
O Estadão para variar não entendeu nada. Tudo se resume ao ÔNUS DA PROVA. No mais, o combate à discriminação no mundo do trabalho já era um preceito constitucional, observado pela Justiça do Trabalho há muito tempo.
Compare a matéria da BBC com o editorial do Estadão e tire suas conclusões.

Foto Lula Marques/ AGPT



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