Alexandre Padilha: “Lula sobreviverá a mais um golpe”

O pontapé inicial da agenda de atos e mobilizações será no próximo sábado (13), com o Dia Nacional de Mobilização, onde os comitês, já montados ou não, lançarão oficialmente esta campanha e se tornarão referência no bairro ou cidade para a construção da candidatura...

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O pontapé inicial da agenda de atos e mobilizações será no próximo sábado (13), com o Dia Nacional de Mobilização, onde os comitês, já montados ou não, lançarão oficialmente esta campanha e se tornarão referência no bairro ou cidade para a construção da candidatura de Lula

Por Alexandre Padilha*

Dia 24 de janeiro de 2018 não será apenas o dia do julgamento – injusto – do presidente Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) de Porto Alegre pelo o caso “Tríplex”, mas também será o dia em que, independentemente do resultado, reiteraremos a candidatura de Lula a Presidente da República, e da luta em defesa do voto do povo brasileiro no líder disparado das pesquisas eleitorais. E só pararemos no dia 1º de janeiro de 2019, quando o presidente subir novamente a rampa do Palácio do Planalto para a posse.

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Como vice-presidente nacional do PT, fiquei responsável pelas mobilizações de resistência ao presidente Lula e pela democracia no país. Desde o fim do ano passado, criamos a articulação para a criação de comitês populares em defesa da democracia e do Direito de Lula ser candidato à Presidência da República, com a finalidade de que toda sede do PT, de movimentos sociais, sindicais, populares e até residências façam parte da campanha de defesa de Lula.

O pontapé inicial da agenda de atos e mobilizações será no próximo sábado (13), com o Dia Nacional de Mobilização, onde os comitês, já montados ou não, lançarão oficialmente esta campanha e se tornarão referência no bairro ou cidade para a construção da candidatura de Lula.

No dia 16, haverá um ato de artistas e intelectuais com Lula, no teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, e outro em São Paulo, na Casa de Portugal, no dia 18. Dia 21, os movimentos sociais já começarão a acampar em Porto Alegre, e na cidade, no dia 22, acontece a Conferência Internacional dos Partidos de Esquerda, além do grande ato com Juristas em defesa da Democracia.

No dia 23, pela manhã, as mulheres farão uma plenária pela democracia, liderada pela presidenta Dilma Rousseff, com lideranças nacionais, como a ex-ministra Eleonora Menicucci, presidentas e lideranças mulheres dos partidos, como a nossa presidenta Gleisi Hoffmann, a presidenta do PCdoB, Luciana Santos, e a deputada estadual Manuela d’Ávila, a vice-presidenta da CUT, Carmem Ferreira Foro. À tarde, o Fórum Social Mundial, sabendo do risco que corre a democracia brasileira com posturas de seletividade e ativismo de parte do Judiciário, realizará evento com lideranças e entidades internacionais, com a participação ao vivo do filósofo Noam Chomsky e a organização de uma grande caminhada. A vigília começa a noite.

No dia 24, permaneceremos em vigília por todo o período do julgamento. Após o término, faremos um ato em POA de recepção ao presidente Lula. Em São Paulo, movimentos sociais e entidades sindicais realizarão ato na Avenida Paulista.

No dia 25, o PT, junto com o presidente Lula, se reunirá na sede do Diretório Nacional, em São Paulo, para reafirmar sua candidatura, independentemente do resultado do julgamento.

Lula sobreviverá a outro golpe. O povo dará o gás para lutarmos pela defesa da democracia e de sua inocência.

Para acompanhar a Jornada de Janeiro em defesa de Lula e da democracia, acesse o site www.comlulaempoa.com.br para informações sobre calendário, doações, hospedagem e assinar ao manifesto “Eleição sem Lula é fraude”.

*Alexandre Padilha é médico, foi secretário municipal de Saúde na gestão Fernando Haddad e ministro nas gestões Lula e Dilma

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula/Fotos Públicas



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