Para Elio Gaspari, mesmo condenado, foto de Lula estará na urna eletrônica em outubro

Sobre a hipótese de Lula vencer a eleição, o jornalista diz que “a cassação de um sujeito que ganhou uma eleição com cerca de 50 milhões de votos (se ele ganhar) salta dos volumes da jurisprudência para os livros de história. Indo-se numa direção...

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Sobre a hipótese de Lula vencer a eleição, o jornalista Elio Gaspari diz que “a cassação de um sujeito que ganhou uma eleição com cerca de 50 milhões de votos (se ele ganhar) salta dos volumes da jurisprudência para os livros de história. Indo-se numa direção ou na outra, cai-se numa inédita encrenca”

Da Redação*

O jornalista Elio Gaspari diz, em sua coluna da Folha desta quarta-feira (10), que quem conhece o assunto assegura: “Pelo andar da carruagem, a fotografia de Lula estará na urna eletrônica em outubro. Isso poderá acontecer mesmo tomando-se o mais duro dos resultados, 3 a 0 pela condenação, acompanhando-se o voto do relator. Os recursos aos tribunais de Brasília postergarão o fim do processo, e Lula poderá receber votos, mesmo tendo sido condenado na segunda instância. Esse não é um palpite, é o frio diagnóstico de pessoa capacitada a fazê-lo”.

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O jornalista diz ainda: “Admitindo-se que Lula seja derrotado, o jogo termina. Se ele ganhar, continua, à espera do resultado de seus recursos, que terminarão no Supremo Tribunal Federal. Nesse caso os 11 ministros do STF estarão diante de uma situação histórica: suspender o mandato de um cidadão que teve em torno de 50 milhões de votos e fez uma campanha apresentando-se como vítima”.

Gaspari vai mais longe ainda: “Por mais que os processos e os recursos de Lula sejam emoldurados como questões de direito, a cassação de um sujeito que ganhou uma eleição com cerca de 50 milhões de votos (se ele ganhar) salta dos volumes da jurisprudência para os livros de história. Indo-se numa direção ou na outra, cai-se numa inédita encrenca”.

Sobre a hipotética vitória de Lula, o jornalista consultou um especialista em legislação eleitoral: “Colocado diante dessa hipótese, diz que se pode chegar a uma situação na qual os votos dados a Lula (um candidato declarado inelegível ou mesmo preso) podem ser considerados nulos. O problema muda de cara, mas continua o mesmo. Na eleição de 2014 Dilma Rousseff teve 54,5 milhões de votos e Aécio Neves, 51 milhões. Num puro exercício matemático, admitindo-se que em outubro ocorra coisa parecida, o TSE proclamaria a vitória do candidato que teve 51 milhões e informaria ao distinto público que os votos nulos foram 59 milhões (os 54,5 milhões de Dilma mais os 4,5 milhões efetivamente nulos). Piada”, encerra.

*Leia a coluna completa na Folha

Foto: Divulgação

 



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