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11 de setembro de 2013, 14h30

7 de Setembro: 85% das agressões a jornalistas durante protestos partiram das PMs

Abraji relacionou 21 casos de violações contra profissionais da imprensa em cinco capitais brasileiras

Abraji relacionou 21 casos de violência contra profissionais da imprensa em cinco capitais brasileiras

Da Redação

Jornalista mordido por cão da PM durante manifestação em Brasília (Foto: (Renata Martins / EBC)

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) divulgou na última segunda-feira (9), a relação de jornalistas que sofreram algum tipo de violência durante a cobertura dos protestos do último sábado, 7, Dia da Independência do Brasil.

Segundo a entidade, ocorreram 21 casos de agressão contra 20 profissionais de imprensa em todo o Brasil. A polícia foi responsável por 85% destas ocorrências (18 casos). A maioria das agressões está relacionada ao uso indiscriminado do spray de pimenta. O número contabilizado no último sábado (7) igualou o recorde de agressões das forças de segurança contra jornalistas registrado nos protestos de 13 de junho, quando as PMs foram responsáveis também por 18 casos.

Brasília foi a cidade mais perigosa para os profissionais de imprensa durante a cobertura dos protestos de 7 de setembro. Ao todo, foram agredidos 12 jornalistas no Distrito Federal. Todos vítimas de policiais militares. Um exemplo é o caso do fotografo Ricardo Marques, que desmaiou após ser atingido pelo spray de pimenta disparado por um policial e teve uma de suas câmeras furtadas.

O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 4 casos, e foi a única cidade onde um profissional de imprensa foi agredido tanto por policiais quanto por manifestantes. Júlio Molica, repórter da Globo News, foi atingido por spray de pimenta e recebeu chutes dos manifestantes, que tentavam expulsá-lo do local da manifestação. Também foram registrados casos de violência contra jornalistas em Belo Horizonte (2), Manaus (2) e São Paulo (1).

Desde os protestos do dia 13 de junho, a Abraji já contabilizou 82 agressões de agentes de segurança e manifestantes contra jornalistas durante protestos. Destas, 62 foram cometidas por policiais, 15 por manifestantes, 2 por seguranças particulares e 3 por autores não identificados. A lista completa com os nomes de todos os profissionais agredidos, veículos para o qual cada um trabalhava, data e local da agressão está disponível para download.