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30 de julho de 2014, 09h58

73% dos policiais são favoráveis à desmilitarização da PM, aponta pesquisa

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas revela, também, que 93% dos servidores acreditam que a corrupção é o principal problema da corporação

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas revela, também, que 93% dos servidores acreditam que a corrupção é o principal problema da corporação

Por Redação

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) revelou que 93,6% dos policiais militares acreditam que a corrupção compromete a eficiência do trabalho das corporações.

73,7% defendem a desvinculação da carreira com o exército, e quando o recorte é feito apenas aos policiais militares, este índice sobe para 76%. Fato que, de acordo com o estudo, significa que os servidores da PM são favoráveis à sua desmilitarização e que o Brasil precisa aprofundar o debate sobre o assunto.

Outro dado unânime entre os entrevistados foi a questão salarial: 99% consideram que ganham um salário baixo e 98% declararam que a formação e o treinamento são deficientes. 83% afirmaram que, em caso de morte de suspeitos, os policiais devem ser investigados, e outros 43% disseram que o agente deve ser inocentado. Por fim, 43,2% acreditam que o policial que mata um criminoso deve ser premiado.

A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de junho e 18 de julho com integrantes das polícias Militar, Civil, Federal, Rodoviária Federal e também do Corpo de Bombeiros. Um questionário foi enviado a 463.790 policiais e foi respondido por 21,1 mil agentes de segurança de todo o país.

Foto: Reprodução